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BBC America sob nova direção

O futuro do canal BBC America começa a se formar. Dedicado a exibir séries produzidas na Inglaterra, com algumas coproduções britânicas e canadenses (sendo a mais famosa Orphan Black), e tentativas tímidas de oferecer uma produção seriada original, o BBC America se associou ao grupo AMC para expandir sua marca e se estabelecer no mercado […]

Por Fernanda Furquim Atualizado em 31 jul 2020, 02h36 - Publicado em 22 nov 2014, 16h08

BBC AMERICAO futuro do canal BBC America começa a se formar. Dedicado a exibir séries produzidas na Inglaterra, com algumas coproduções britânicas e canadenses (sendo a mais famosa Orphan Black), e tentativas tímidas de oferecer uma produção seriada original, o BBC America se associou ao grupo AMC para expandir sua marca e se estabelecer no mercado televisivo.

No final de outubro, foi anunciado que o grupo AMC adquiriu por 200 milhões de dólares 49.9% das ações da BBC America. O interesse do AMC na coprodução com programas britânicos, entre os mais recentes Top of The Lake, The Honourable Woman e One Child (ainda inédito), levou o grupo a tomar a decisão de mergulhar mais a fundo nesta parceria. Com o investindo feito no BBC America, o AMC tem o direito de interferir no processo de escolha e desenvolvimento de projetos originais, negociar vendas de programas e espaços comerciais, bem como manter o controle operacional da empresa. Em outras palavras, o canal BBC America vai mudar.

O canal foi lançado em 1998 pela BBC Worldwide, braço comercial da BBC britânica, que ainda detém 50.01% das ações da empresa. Sustentado por assinaturas e venda de espaços comerciais, o canal era, praticamente, um retransmissor de programas produzidos no Reino Unido, seja pela própria BBC ou pelo ITV, Channel 4 e outros canais e estúdios. O problema é que o BBC America não é o único canal nos EUA a oferecer séries britânicas, o que significa que ele tem que disputar a compra de títulos com a concorrência.

Em 2004, o BBC America começou a ampliar seus horizontes investindo na coprodução de séries e minisséries britânicas. Uma das primeiras foi a nova versão de Sharpe, série estrelada por Sean Bean entre 1993 e 1994 e que ganhou uma minissérie em dois episódios, novamente com o ator no papel principal. Em 2012, após passar por mais algumas experiências de coprodução, o canal estreou sua primeira série original, Copper. O programa seguiu o perfil das produções britânicas, ou seja, um drama de época sobre luta/diferenças de classes. Com duas temporadas produzidas, a série foi cancelada em 2013.

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Copper era a grande aposta do canal em se estabelecer no mercado de séries originais e elevar seus lucros. As novas tentativas também não conseguiram realizar esta tarefa. Apesar de ter conseguido uma boa audiência em sua estreia, Intruders perdeu público ao longo de sua exibição e não conseguiu conquistar a crítica. Já Almost Royal gerou uma boa repercussão junto aos críticos, mas não se estabeleceu na audiência. O forte do canal ainda é a retransmissão de séries britânicas (como Doctor Who, Broadchurch e o reality Top Gear), bem como a coprodução com a Inglaterra (sendo a mais recente The Game) e com o Canadá (Orphan Black). Com a entrada do AMC, o canal tem uma nova oportunidade de mudar de rumo e se estabelecer neste mercado.

Pela parceria com o grupo AMC, do qual também fazem parte os canais Sundance TV, IFC e WeTV, o BBC America anunciou esta semana a contratação de Sarah Barnett como a nova diretora do canal. Sua função é a de definir o novo perfil de programação do BBC America.

Pelo currículo divulgado à imprensa, Barnett trabalhou doze anos na rádio BBC e em canais da Inglaterra antes de se mudar para os EUA, onde atuou no departamento de marketing do BBC America. Em 2005, ela foi trabalhar no departamento de marketing do Sundance TV onde, em 2009, passou a atuar no departamento de produção, assumindo em 2012 a função de definir e estabelecer o perfil dos programas ficcionais do canal. Sob seu comando, o Sundance TV estreou sua primeira série original, RectifyBem recebida pela crítica nacional e internacional, a série foge dos padrões que vêm sendo explorados pela produção americana. Também foi decisão de Barnett investir na coprodução de Top of the Lake, outra que não se enquadra nos padrões de programas americanos.

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Resta saber se Barnett levará para o BBC America a mesma determinação em assumir riscos, como fez com o Sundance TV. Em uma época em que a narrativa rápida é utilizada pelo grande público como referência para determinar a qualidade de um programa, ela conseguiu estabelecer qualitativamente duas séries que se apóiam na narrativa lenta e no processo contemplativo dos personagens.

Dificilmente ela seguirá o mesmo caminho com o BBC America, que provavelmente irá moldar sua programação original de forma a manter o padrão com os programas importados da Inglaterra. Mas já é um passo na direção certa ver que o canal se preocupa em colocar no comando uma pessoa que não se limita a uma visão essencialmente comercial.

Com a saída de Barnett do Sundance TV, o canal deve começar a procurar um novo diretor, que terá a função de oferecer programas originais diferenciados, mas que mantenham a qualidade de programação já estabelecida, perpetuando o perfil do canal voltado para a produção independente.

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As séries produzidas pelo BBC America não chegaram ao Brasil. A única que temos por aqui é Orphan Black, que ganhou a coprodução do BBC America depois de ter sido encomendada pelo canal Space do Canadá. A série chegou pelo Netflix e BBC HD. A expectativa é a de que, com a parceria com o AMC, as próximas produções originais do BBC America cheguem por aqui, visto que o grupo iniciará suas atividades no Brasil em 2015.

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