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Jô sobre bolsonarismo: ‘Sou gordo demais para pedir a volta do regime’

Apresentador concedeu entrevistas antológicas a VEJA nos últimos trinta anos; confira alguns destaques

Por Raquel Carneiro Atualizado em 5 ago 2022, 20h24 - Publicado em 5 ago 2022, 09h41

Ácido crítico político, prolífico escritor e grande humorista da história do país, Jô Soares foi também parte inerente da história da revista VEJA. Ao longo dos últimos quarenta anos, o comediante concedeu entrevistas antológicas para a revista, da qual também foi colunista. Confira a seguir algumas de suas falas mais marcantes.

Em 2018, analisando o fim da sua carreira na TV:
“Eu só existo por causa da plateia; preciso dela para viver. Dediquei a minha vida a fazer a vida dos outros um pouquinho mais alegre”.

Em 2018, sobre a ascensão do bolsonarismo e das manifestações que pediam o retorno da ditadura militar:
“Sou gordo demais para pedir a volta do regime, estou fora. A pessoa que fala isso não tem ideia do que está falando e, além de tudo, é mal informada, porque poderia ler a respeito. Já está mais do que comprovado que, apesar de todas as suas dificuldades e defeitos, a democracia é o melhor caminho que existe. Qualquer retrocesso seria uma penúria”.

Sobre a cultura do talk show e a nova geração de humoristas:
“O talk show é inerente ao veículo de televisão. Costumo dizer que é a forma mais saudável de voyeurismo, porque você fica sentado olhando para duas ou mais pessoas falando. Acho a Tatá Werneck, especificamente, uma comediante talentosíssima, com uma presença de espírito fundamental para esse tipo de programa. Cada talk show tem uma característica própria, sempre a respeito da pessoa que está atrás da mesa. E o (Fábio) Porchat é a única pessoa que eu digo realmente que começou no meu programa. Ele foi assistir (ao meu programa) na plateia como estudante, pediu para fazer um número e eu deixei. O talk show também depende muito do momento. Se a entrevista for boa, o programa é bom, se não, aquele dia não funcionou. É algo muito dinâmico”.

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Em 2017, sobre seus personagens do passado:
Praticamente todos meus personagens seriam rejeitados hoje. A patrulha está um inferno.  Qualquer um deles poderia ser patrulhado, porque a patrulha não vê nada. A patrulha é burra, sempre. Mas talvez os mais problemáticos fossem o Pai da Bicha e o Capitão Gay. Se bem que eu sempre fui contra qualquer forma de preconceito. Sou um anarquista”.

Em 1989, sobre seu modo de conduzir um talk show:
“Em minhas entrevistas, que na verdade são conversas, exploro mais a personalidade da pessoa que recebo do que o assunto a ser tratado”.

Em 1988, quando trocou a Globo pelo SBT:
“Sou eu quem define o que vai ao ar”, explica Jô. “Nem o Silvio Santos pode cortar um quadro que achar mais apimentado ou de sátira política muito pesada”.

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