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Filme da Netflix explica luta feminista pelo direito ao aborto nos EUA

Lançado em 2018, 'Roe x Wade: Direitos das Mulheres nos EUA' já mostrava guerra ideológica entre conversadores e feministas

Por Kelly Miyashiro Atualizado em 24 jun 2022, 13h37 - Publicado em 24 jun 2022, 13h33

“A questão é: quem toma a decisão? É a mulher ou o governo?”, questiona uma das entrevistas do documentário Roe x Wade: Direitos das Mulheres nos EUA. Lançado em 2018, o filme da Netflix destrincha ao longo de 90 minutos a luta feminista das americanas em manterem o direito das mulheres de interromperem uma gravidez indesejada. A produção de quatro anos atrás já contextualizava a decisão tomada nesta sexta-feira, 24, pela Suprema Corte dos Estados Unidos, que reverteu a lei Roe x Wade (1973) e suspendeu as proteções constitucionais que asseguravam o acesso ao aborto de forma legal. Com isso, 26 dos 50 estados do país podem colocar em vigor leis conservadoras que proíbam o procedimento.

Enquanto no Brasil a discussão pela legalização do aborto não sai do lugar, nos EUA o direito das mulheres existia desde 1973, quando as advogadas Linda Coffee e Sarah Weddington representaram Norma L. McCorvey (pseudônimo “Jane Roe”), que exigia direito de abortar pois sua gravidez era resultante de violação no Texas. O então promotor de Justiça do Condado de Dallas, Henry Wade, se opunha à interrupção
da gravidez.

Em meio a um boom de produções que abordem questões políticas na atualidade, o documentário produzido por Ricki Stern e Anne Sundberg para a Netflix mostra a caminhada pelos direitos reprodutivos a partir da década de 1960 para introduzir o famoso caso Roe x Wade. O Tribunal do Distrito decidiu a favor da mulher, mas se recusou a mudar a legislação, levando o caso à Suprema Corte da época, que também decidiu a favor de Roe para interromper a gravidez, abrindo um precedente. Apesar disso, a decisão proclamada em 1973 chegou tarde demais: Norma L. McCorvey já havia dado à luz em 1970 e entregado a criança para adoção.

Roe x Wade: Direitos das Mulheres nos EUA também explora como o tema tomou o país após aquele julgamento, culminando na criação de um movimento “pró-vida” e contra o aborto. Os rebeldes iniciaram a Operation Rescue (Operação Resgate, em tradução livre), que consistia em atacar com bombas clínicas e médicos que realizavam o procedimento. O filme entrevista ativistas como Gloria Steinem, políticos como a senadora
Wendy Davis, além de médicos e religiosos, tanto pró quanto contra o aborto.

O longa mostra a ascensão do conservadorismo, na década de 1980, do Partido Republicano encabeçado por Ronald Reagan, que criou o slogan Make America Great Again (Faça a América Ótima de Novo, em tradução literal) — slogan reciclado por Donald Trump 28 anos depois. 

Inclusive, Trump fez uma grande campanha contra o aborto ao longo dos últimos anos. Em seu mandato (2017-2021) como presidente dos Estados Unidos, o americano indicou três juízes conservadores para a Suprema Corte, a mesma que tomou a decisão revogando o direito das mulheres hoje.

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