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Tela Plana Por Blog Críticas e análises sobre o universo da televisão e das plataformas de streaming

Com Paola Bracho e Maria do Bairro, Globo reforça monopólio sobre novelas

Emissora tira os folhetins mexicanos do SBT e cava trincheira no gênero que já é especialidade da casa

Por Tamara Nassif 21 jun 2021, 17h49

O ano de 2021, para o bem e para o mal, mexeu com as estruturas da televisão brasileira. O tradicionalíssimo Domingão do Faustão perdeu ninguém menos que Fausto Silva para ser apresentado por Tiago Leifert, e foi rebatizado para Super Dança dos Famosos. O SBT abocanhou a Copa América enquanto a Band pegou para ela a Fórmula 1, eventos antes abrigados pela rede Globo. Os noveleiros, porém, ficaram de fatos chocados com outra novidade: as incontornáveis novelas mexicanas saíram do domínio de Silvio Santos para desembarcar no Globoplay, plataforma de streaming da emissora carioca.

O troca-troca inesperado reflete uma movimentação na grade – e na estrutura – da Rede Globo, desde o ano passado. Para além do desligamento de cerca de 200 colaboradores de longo prazo, como os dos atores Renato Aragão, Antônio Fagundes e Vera Fischer, a emissora perdeu os direitos de transmissão das duas grandes bandeiras esportivas, seu núcleo cômico ficou em stand by com o escândalo de assédio envolvendo Marcius Melhem e as novelas inéditas acabaram adiadas pela pandemia. Por outro lado, o Globoplay ganhou os holofotes. Desde parcerias com plataformas como o Disney+ até a adição de conteúdo dos canais pagos da casa, o serviço de streaming reforçou seu catálogo ao disponibilizar as novelas clássicas da Globo, dando um novo fôlego para o gênero. Os folhetins mais do que dobraram o consumo de novelas na plataforma: entre janeiro e agosto de 2020, houve um aumento de 140% nas horas assistidas em relação ao mesmo período do ano anterior.

Logo, não surpreende o interesse do Globoplay nos dramalhões mexicanos, que podem ser bregas, sim, mas possuem um lugar cativo na memória afetiva dos brasileiros. Estão entre os títulos Rubi, já no ar, e outras que virão como Maria do Bairro e Marimar, protagonizadas por Thalia, e A Usurpadora. Exibida no país pela primeira vez em 1999, a novela estrelada pela indefectível vilã Paola Bracho (Gabriela Spanic) era tão “prata da casa” do SBT que foi reprisada sete vezes – e foi um sucesso até a última, em 2016. Não bastasse, ganhou um remake em 2019: protagonizada por Sandra Echeverría, a série derivada da novela foi um estouro no México e nos Estados Unidos, com estreia arrebanhando 3,9 milhões de espectadores no primeiro capítulo, segundo dados da Nielsen.

Logo, com a aquisição, é como se a Globo dissesse: “novela é com a gente”. Quem sabe num futuro não muito distante a empresa adicione ao seu catálogo as famigeradas novelas bíblicas típicas da Record, ou as infantis que são tradição no SBT? Depois que Paola e Maria do Bairro ganharam um crachá da Globo, nada é impossível.

 

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