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As 10 melhores séries lançadas em 2022 – até agora

Distopias, escândalos reais e dramas adolescentes dominaram ótimas narrativas deste primeiro semestre

Por Gabriela Caputo Atualizado em 5 jul 2022, 19h14 - Publicado em 6 jul 2022, 10h00

Mês após mês, chegam às telas uma safra de seriados com diversidade temática e uma apuração cinematográfica cada vez maior. E não faltam opções — aliás, falta é mesmo tempo para absorver todo esse conteúdo. Pensando nisso, VEJA selecionou dez das melhores séries lançadas em 2022 até agora, que valem a maratona no sofá de casa:

Severance (Ruptura) (Apple TV+)

As distopias quase sempre rendem boas produções culturais. Em Severanceo contexto não é o usual futuro catastrófico em escala global — mas sua distopia tecnológica é tão assustadora quanto. Na série da Apple TV+ dirigida por Ben Stiller, os funcionários de uma empresa enfrentam um procedimento cirúrgico para separar as memórias das vidas pessoal e profissional, mantendo os segredos corporativos a sete chaves. Marcada por suspense e humor ácido, a série poderia facilmente angariar o título de melhor do semestre.

Peaky Blinders (Netflix)

Uma das finalizações mais aguardadas do ano, a sexta temporada de Peaky Blinders chegou à Netflix em junho, entregando um desfecho merecido à família Shelby. A série retrata como Thomas Shelby foi de mafioso à parlamentar, no período entre 1919 e 1934. A última temporada do drama explora o clima político que culminou na ascensão do fascismo na Europa e como, após tantas perdas resultantes de crimes, Shelby quer fazer o bem — à sua maneira. Para os que ainda não deram uma chance à inebriante história dessa família, vale a maratona completa.

Stranger Things (Netflix)

Não se fala de outra coisa desde que um dos maiores fenômenos da Netflix retornou às telas. Das teorias para a próxima fase ao retorno da veterana Kate Bush às paradas musicais, Stranger Things faz jus ao burburinho: unindo amizade, aventura e nostalgia, é a receita perfeita para conquistar um público fiel de diferentes faixas etárias. Sua quarta temporada se destaca por explorar as dores do crescimento de suas personagens, enquanto lutam contra monstros pessoais e reais. Um dos marcos culturais do ano, a série é um passatempo assustador e delicioso.

Pam & Tommy (Star+)

Escândalos baseados em histórias reais parecem estar entre os temas mais estimados pelos roteiristas de seriados em 2022. Pam & Tommy conta como Pamela Anderson, estrela da série Baywatch, e Tommy Lee, baterista da banda Mötley Crüe, se apaixonaram intensa e rapidamente — e como um desentendimento do músico com um empreiteiro resultou na divulgação de uma sextape on-line. Mordaz, a minissérie retrata a descoberta, no final dos anos 1990, do poder incontrolável da internet, e como o machismo recaiu sobre Anderson, mudando sua vida sem ela poder controlar a própria narrativa.

Heartstopper (Netflix)

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Leve e cativante, Heartstopper é a definição de borboletas no estômago. A série adolescente da Netflix, baseada em uma graphic novel homônima, conquistou os corações de espectadores de diferentes idades ao acompanhar o florescimento do amor entre Nick e Charlie. A narrativa foge do estereótipo usual de narrativas LGBTQIA+ em que há muito drama e sofrimento. Aqui, o final feliz é possível para todos. Grata surpresa também é a participação da fantástica Olivia Colman como a mãe de Nick, que apoia a trajetória de autodescoberta do filho com carinho.

Euphoria (HBO)

Outro retorno bastante aguardado foi a segunda temporada de Euphoria . O drama da HBO aprofundou ainda mais seus característicos e espinhosos temas da adolescência, como drogas, doenças mentais e sexualidade, sem perder a apurada representação visual, gráfica, mas esteticamente atraente. A continuação ainda permitiu que, além da premiada Zendaya, outros talentos brilhassem, como foi o caso de Sydney Sweeney, que rendeu uma performance astuta da jovem Cassie Howard — e, de quebra, muitos memes.

Pachinko (Apple TV+)

Representante exemplar de um gênero que ganha cada vez mais espaço no entretenimento mundial — os doramas, as novelas orientais —, Pachinko se destaca pela narrativa tocante e pela belíssima fotografia. Adaptação do best-seller homônimo de Min Jin Lee, a série acompanha a vida de três gerações da mesma família, indo da Coreia do início da ocupação japonesa até o Japão rico e volátil de 1989, e aborda dilemas sociais profundos em sua narrativa. É o típico drama histórico mesclado com os reveses pessoais das personagens, realizado com maestria.

Inventing Anna (Netflix)

Mais um representante do conjunto de produções sobre escândalos reais, Inventing Anna é o retrato de uma golpista intrigante. Sob a alegação de ser uma herdeira alemã, Anna Delvey, de real sobrenome Sorokin, enganou a elite nova-iorquina com um descaramento admirável. A minissérie se baseia em parte em um perfil publicado em 2018 na New York Magazine, e a narrativa se desenrola a partir da apuração envolvente da jornalista Vivian Kent. O absurdo ainda ganha um tempero a mais quando se acompanha as empreitadas recentes de Sorokin, para fora da ficção.

Iluminadas (Shining Girls) (Apple TV+)

Interpretada por Elisabeth Moss, Kirby é arquivista de um jornal e sobrevivente de um ataque brutal de um homem. Quando o corpo de uma mulher é encontrado com ferimentos similares aos seus, a personagem se junta ao jornalista Dan Velazquez, vivido por Wagner Moura, para encontrar o criminoso responsável por seu profundo trauma. O obstáculo, porém, é que o assassino é um viajante do tempo. Em formato de minissérie, Iluminadas é adaptada do romance homônimo de Lauren Beukes. Um thriller sobre feminicídio aliado a ficção científica, assustador pela sua proximidade à realidade.

We Own This City (A Cidade É Nossa) (HBO)

Dos criadores da sublime The Wire, a minissérie da HBO A Cidade É Nossa narra o caso real de oficiais convertidos numa milícia em Baltimore, nos Estados Unidos. Inspirada no livro homônimo do jornalista Justin Fenton, a trama se divide entre a investigação que deflagrou o caso e flashbacks reveladores das ações do grupo chefiado pelo sargento Wayne Jenkins. A produção é um excelente estudo da corrupção no sistema policial, e mostra como intenções nobres podem dar lugar a um “topa-tudo” por poder que se dissemina rapidamente.

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