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‘Arquivo 81’ é criativa trama de investigação sobre culto satânico

Nova série de terror da Netflix aposta nas convenções do gênero para criar uma elaborada história que vai do drama familiar ao sobrenatural

Por Marcelo Canquerino 28 jan 2022, 09h27

O trabalho de Dan Turner (Mamoudou Athie) parece pacato e até monótono à primeira vista. O rapaz é arquivista de um museu em Nova York e passa o dia restaurando filmes antigos. Sua rotina calma, porém, se transforma em um pesadelo quando ele aceita a missão de recuperar gravações queimadas durante um incêndio em um prédio em 1994. O cenário logo de cara desperta em Turner desconforto. Ele precisa realizar o trabalho sozinho em um centro de pesquisas no meio do nada, onde não há sinal de celular e sequer internet. No processo, ele encontra o material de filmagem de Melody Pendras (Dina Shihabi), uma jovem desaparecida que, na ocasião, rodava uma pesquisa sobre os moradores e o passado do Edifício Visser. Melody descobriu que ali ocorria um culto satânico. No presente, o próprio Turner passa a ser assombrado enquanto tenta descobrir o que aconteceu com a moça.

Ao beber da fonte das produções de horror gravadas em primeira em pessoa, como se fosse um documentário caseiro — filão conhecido como found footage (gravações encontradas, em português) —, a nova série da Netflix, Arquivo 81, se desprende das amarras monótonas do gênero, que lançou títulos populares como A Bruxa de Blair (1999) e a saga Atividade Paranormal, para apresentar uma elaborada trama de investigação sobrenatural que vai além de câmeras tremidas e imagens borradas.

Assistir a outra pessoa vendo fitas bizarras pode soar tedioso — mas a série não se limita a esse recurso, mesclando as gravações com os impactos sofridos pelo protagonista. Turner se torna peça-chave na história quando descobre que Melody tinha uma ligação com o seu pai, morto em outro incêndio junto da esposa e da filha. O jovem também passa a desconfiar dos interesses do magnata ricaço que lhe ofereceu o serviço na recuperação das fitas — claramente envolvido nas bizarrices do Edifício Visser.

A trama da série, que conta com o queridinho do terror James Wan na produção executiva, é uma adaptação do podcast de mesmo nome criado por Dan Powell e Marc Sollinger. O audiodrama de horror foi lançado em 2016 e finalizado em 2019, contando com três temporadas e 35 episódios. Transpondo o audiodrama para as telas, Arquivo 81 é uma história de investigação paranormal que flerta com vários gêneros do terror, uma mistura interessante e criativa que não é perfeita, mas sabe como prender o espectador.

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