Clique e Assine VEJA por R$ 9,90/mês
Imagem Blog

Tela Plana

Por Kelly Miyashiro Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Críticas e análises sobre o universo da televisão e das plataformas de streaming
Continua após publicidade

A importante ‘aula de diversidade’ que ganhou espaço em ‘Renascer’

Capítulo mais recente da trama apresentou conceitos de orientação sexual e identidade de gênero de maneira didática em conversa entre pai e filho

Por Amanda Capuano Atualizado em 31 Maio 2024, 11h32 - Publicado em 31 Maio 2024, 11h22

O capítulo de Renascer desta quinta-feira, 30, deu espaço para uma espécie de “aula de diversidade” que explicou as diferenças entre sexualidade e identidade de gênero para o público através dos personagens. Em uma conversa com o pai, José Augusto (Renan Monteiro) — que está em um relacionamento com Buba (Gabriela Medeiros), uma mulher trans — dissecou os conceitos para José Inocêncio (Marcos Palmeira). “Orientação sexual se refere a atração que uma pessoa sente pela outra. Por exemplo, heterossexuais se atraem por pessoas do sexo oposto, homossexuais se atraem por pessoas do mesmo sexo. Agora, identidade de gênero tem a ver com o gênero com que a pessoa se identifica”, diferenciou o médico.

Interessado na conversa, Inocêncio questionou o filho se gênero se referia a “homem ou mulher” (há também pessoas não-binárias, mas o termo não foi discutido na trama). “Exatamente. Agora, uma pessoa cisgênero, assim como eu e o senhor, se identifica com o gênero que nasceu, já uma pessoa trans, não”, detalhou o médico. “Como Buba”, apontou Inocêncio. “É, como Buba e como tantas outras pessoas nesse mundão à fora”, completou Augusto, que também explicou ao pai que Buba fez a cirurgia de redesignação sexual completa — que adapta as características físicas da pessoa, como os órgãos genitais, por exemplo, ao gênero com o qual ela se identifica — mas que isso não é uma regra. “Nem todas as mulheres trans fazem”, apontou ele.

Apesar de se mostrar aberto a aprender, Inocêncio apontou em alguns momentos da conversa que o tema ainda é confuso para muitas pessoas, e que é difícil “fazer isso entrar na cabeça do cidadão”. Paciente, José Augusto disse ao pai que é preciso discutir o tema com seriedade e que “a forma com a qual a pessoa exerce sua sexualidade não a torna mais ou menos digna do que a outra”, apontando também os perigos do preconceito. “Por conta da nossa ignorância, a gente transforma aquilo que a gente não conhece em doença, distúrbio. Sendo que a doença, nesse caso, é a transfobia”, disse o filho do agricultor de cacau, relembrando também que o Brasil é o país “que mais mata LGBTQIAPL+ no mundo”.

Continua após a publicidade

Acompanhe notícias e dicas culturais nos blogs a seguir:

Tela Plana para novidades da TV e do streaming
O Som e a Fúria sobre artistas e lançamentos musicais
Em Cartaz traz dicas de filmes no cinema e no streaming
Livros para notícias sobre literatura e mercado editorial

 

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 49,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.