Como o reitor, o reto, fez a curva em Rondônia
Compartilhe essa matéria: Link copiado! Priorizar nos meus resultados Google Etimologicamente, reitor, nossa palavra da semana, derivou em linha direta do termo latino rectoris, “regente, o que governa, o que conduz”. Mas de onde veio rectoris? Em seu coração está o rectum, o substantivo que significa simplesmente “linha reta” e o adjetivo usado para nomear […]
Etimologicamente, reitor, nossa palavra da semana, derivou em linha direta do termo latino rectoris, “regente, o que governa, o que conduz”. Mas de onde veio rectoris?
Em seu coração está o rectum, o substantivo que significa simplesmente “linha reta” e o adjetivo usado para nomear aquilo que não se perde em linhas tortas ou enroladas, que segue pelo caminho direito, direto, simples, justo e virtuoso. Para compreender seu campo semântico, basta pensar que até hoje, em português, uma das acepções de reto é honesto.
O rectoris era portanto aquele que, regendo, governando, conduzindo, fazia-o pelo caminho da retidão. O endireitador de caminhos. Aquele que se encarregava da aplicação das regras, de regular, de passar a régua – todos vocábulos descendentes de regula, “régua”, que não por acaso também é reta.
Na história da palavra reitor, existente em português desde o século 14, nunca seu sentido andou tão distante do étimo quanto aquele para o qual o conduziu Januário Amaral (foto), que renunciou quarta-feira à reitoria da Universidade Federal de Rondônia em meio a uma saraivada de denúncias de corrupção.







