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Política com Ciência Por Sérgio Praça A partir do que há de mais novo na Ciência Política, este blog do professor e pesquisador da FGV-RJ analisa as principais notícias da política brasileira. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Os reitores se arrependem de apoiar Dilma?

Ao anunciar, em seu discurso de posse, que o Brasil seria dali em diante uma “pátria educadora”, a presidenta Dilma Rousseff provavelmente não imaginava o tamanho do ajuste fiscal que teria de fazer neste ano para corrigir desastrosas escolhas econômicas de seu primeiro mandato. Suas principais políticas de educação – Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao […]

Por Da Redação Atualizado em 31 jul 2020, 01h06 - Publicado em 22 jun 2015, 16h13

Ao anunciar, em seu discurso de posse, que o Brasil seria dali em diante uma “pátria educadora”, a presidenta Dilma Rousseff provavelmente não imaginava o tamanho do ajuste fiscal que teria de fazer neste ano para corrigir desastrosas escolhas econômicas de seu primeiro mandato.

Suas principais políticas de educação – Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego), Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e Ciências Sem Fronteiras – estão sofrendo cortes que podem significar, a médio prazo, seu desaparecimento. No mínimo, uma incerteza nociva se avizinha para os estudantes: o governo vai ajudar a pagar minha faculdade via Fies? Posso planejar minha ida para os Estados Unidos via Ciências Sem Fronteiras para o ano que vem?

Por enquanto, o Prouni (Programa Universidade para Todos), que dá bolsas para estudantes do ensino privado, é o único poupado.

Outro trunfo dos governos Lula e Dilma na educação que pode estar começando a fazer água são as universidades federais. O PT criou 18 universidades federais desde 2003. Excelente iniciativa. Talvez por isto no ano passado 54 reitores de universidades federais assinaram um manifesto – mal escrito, aliás – a favor da reeleição da presidente.

(Mal escrito? Vejam essas duas frases: “Sabemos que em um país com carências e desigualdades centenárias, certamente ainda há mudanças a serem feitas. Como consolidar a democracia, incluir e ampliar os direitos de mais brasileiros, assim como ampliar e não contingenciar o orçamento da ciência, tecnologia e inovação e da educação.” A segunda frase tem que ter sujeito, reitores! Vai uma vírgula ou hífen antes do “como”, não ponto final! Exclamações aqui à vontade!)

Há poucos dias, o Ministério da Educação, hoje comandado pelo competente Renato Janine Ribeiro, anunciou corte de 47% com despesas de capital das universidades federais. A Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) soltou uma nota criticando a medida.

A reitora da Unifesp, Soraya Smaili, não assinou o manifesto pró-Dilma ano passado. Quem assinou se arrepende?

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