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Rio Grande do Sul Por Veja correspondentes Política, negócios, urbanismo e outros temas e personagens gaúchos. Por Paula Sperb, de Porto Alegre

Armamento, soco inglês e pedras, diz Gleisi sobre ato contra Lula

PT fez pedido formal aos governos federal e estadual para reforço na segurança do ex-presidente; líderes defenderam o direito de "ir e vir"

Por Paula Sperb Atualizado em 21 mar 2018, 11h11 - Publicado em 21 mar 2018, 11h05

Lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) temem pela segurança dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff durante a caravana pelo Rio Grande do Sul. Por isso, um pedido de reforço no policiamento foi feito aos ministros da Segurança, Raul Jungmann, e da Justiça, Torquato Lorena Jardim. O governo gaúcho também foi acionado, segundo a senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional da sigla, e o deputado federal Pepe Vargas, presidente estadual do partido. Gleisi disse que teme que a segurança disponibilizada pelo estado seja “insuficiente” e defendeu o direito d e”ir e vir” previsto na Constituição.

Em Bagé, Lula foi hostilizado por ruralistas e empresários. Em Santa Maria, o Movimento Brasil Livre (MBL) decidiu protestar no mesmo local onde Lula foi recebido por apoiadores. Em Santana do Livramento, a recepção foi positiva, mas Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, deu um “puxão de orelha” em Lula. Nesta quarta-feira, a agenda do ex-presidente será em São Borja, com visita aos museus de Jango e Getúlio Vargas.

Gleisi disse em coletiva de imprensa após o ato público de Lula em Santa Maria, na noite de terça, que os manifestantes contrários a Lula ameaçam a militância petista. “Nós não podemos permitir que milícias de direita, com práticas fascistas, que utilizam de armamento, soco inglês, pedras e vão para cima dos manifestantes querendo impedir o direito de ir e vir, prevaleça”, disse a senadora.

“Temos áudios que mostram o modus operandi [das ações]. A mesma turma que fez manifestação em Bagé está tentando organizar manifestar aqui [Santa Maria] e manifestações adiante. Ser a favor ou ser contra, é normal. O que não é normal é um grupo beligerante com práticas fascistas querer impedir que outro grupo se manifeste. Se eles querem se manifestar, que se manifestem em outros locais e não onde nós estamos”, falou Pepe Vargas.

 

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