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Ricardo Rangel

O último a sair apaga a luz

No ritmo em que vai, é capaz de o governo de Jair Bolsonaro acabar antes do fim de seu mandato.

Por Ricardo Rangel Atualizado em 23 dez 2021, 07h32 - Publicado em 22 dez 2021, 21h36

Em protesto contra o orçamento de 2022, que prevê corte para a Receita Federal, mas — por interferência pessoal do presidente Bolsonaro — dá aumento salarial para policiais (e para mais ninguém), 324 auditores fiscais já entregaram seus cargos. O número deve subir, e espera-se que outras categorias sigam o exemplo.

Há alguns dias, em protesto contra “descaso” e “pressão indevida”, mais 34 pesquisadores da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (Capes) renunciaram a seus cargos. O total já chega a 114.

No mês passado, em protesto contra a “fragilidade técnica e administrativa da atual gestão máxima do Inep”, 27 servidores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, pediram exoneração de seus cargos.

Também no mês passado, em protesto contra a quebra do teto de gastos, dois secretários e dois subsecretários do Ministério da Economia se demitiram. Desde o início do governo, 21 membros da equipe econômica se demitiram ou foram demitidos.

No ritmo em que vai, o governo de Jair Bolsonaro periga acabar antes do fim do mandato do presidente.

Por falta de pessoal.

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