Venezuela 1 – Chávez também tem a sua Tereza Cruvinel
Leiam o que vai abaixo, por Fabiano Maisonnave, na Folha, Volto depois:As explicações para a primeira derrota de Hugo Chávez em nove anos provocaram uma avalanche de artigos no site www.aporrea.org, o mais importante fórum de discussão de intelectuais identificados com o governo venezuelano. Uma das críticas mais duras vem do sociólogo alemão Heinz Dieterich, […]
Leiam o que vai abaixo, por Fabiano Maisonnave, na Folha, Volto depois:
As explicações para a primeira derrota de Hugo Chávez em nove anos provocaram uma avalanche de artigos no site www.aporrea.org, o mais importante fórum de discussão de intelectuais identificados com o governo venezuelano. Uma das críticas mais duras vem do sociólogo alemão Heinz Dieterich, ideólogo do dito “socialismo do século 21″. Para ele, Chávez pode ser deposto no ano que vem “se não forem tomadas medidas realistas já”. Radicado no México, Dieterich diz que a causa principal da derrota “é o sistema vertical de condução do processo bolivariano”: “o Parlamento é essencialmente uma caixa de ressonância da vontade presidencial, onde os deputados (…) dizem “sim” a tudo que ele propõe, ainda que seja inviável”. Para sobreviver aos ataques de Washington, Dieterich sugere, entre outras medidas, criar “instâncias pluralistas”, recompondo inclusive com o ex-ministro da Defesa Raúl Isaías Baduel, “do centro”.
A jornalista Vanessa Davies, da emissora estatal VTV e próxima de Chávez, afirma que a derrota se deve tanto à atuação equivocada do chavismo quanto à estratégia oposicionista. Ela enumera, entre outros motivos, as “más ou péssimas” administrações regionais chavistas; “a escassez de alimentos fabricada pelos setores conspiradores do empresariado”; e a incompreensão sobre “o movimento estudantil promovido e treinado pelo Departamento de Estado dos EUA”.Davies propõe mudanças urgentes nas “comunicações da revolução”: “mais informação e análise”, não publicidade.
Voltei
Como se vê, a receita é sempre a mesma. A tal Vanessa é a Tereza Cruvinel de Chávez, é seu Franklin Martins. Tudo se resolve com uma “comunicação eficiente”. A suposição é que até uma ditadura, se bem embalada, passa por democracia.






