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Reinaldo Azevedo

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Veja 4 – Classe média: abandonada pelos políticos e pelos partidos, é ela quem paga a conta

Não há na história econômica exemplo de país que tenha crescido de forma vigorosa sufocando a classe média, como aqui se faz. É ela quem tem pagado, historicamente, o preço dos vários ajustes da economia — ou o da opção demagógica do governo. Veja resolveu levar essa questão para a capa e traz uma ampla […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 6 jun 2024, 07h21 - Publicado em 16 dez 2006, 05h32
Não há na história econômica exemplo de país que tenha crescido de forma vigorosa sufocando a classe média, como aqui se faz. É ela quem tem pagado, historicamente, o preço dos vários ajustes da economia — ou o da opção demagógica do governo. Veja resolveu levar essa questão para a capa e traz uma ampla reportagem sobre o assunto. Por Giuliano Guandalini e Julia Duailibi: “Na próxima semana, o Brasil viverá o seu 26º Natal em cenário de pasmaceira econômica. As feridas causadas por esse longo calvário são visíveis sobre o lombo de um segmento em particular da sociedade: a classe média. Ao fim de 2006, ela se encontra curvada sob uma brutal carga tributária, sufocada por gastos com serviços como educação e saúde (que deveriam ser financiados pelos seus impostos) e tolhida em sua capacidade de poupar e adquirir patrimônio. Mas há um segundo aspecto na crise da classe média – e ele não interessa apenas aos brasileiros que já pertencem a ela. Ao contrário do que vem acontecendo em países que estão chamando a atenção do mundo, quase não se observa expansão na classe média do Brasil.
(…)
CONGELADA – Baseada em critérios de classificação do Banco Mundial e das consultorias McKinsey e Economist Intelligence Unit, VEJA estimou a evolução, no Brasil e em outros quatro países emergentes, da proporção da classe média em relação ao total da população entre 1996 e 2006. Considerou-se como classe média o universo de famílias com rendimento entre 15.000 dólares e 75.000 dólares anuais – referência semelhante ao parâmetro usado pelo Banco Mundial. No Brasil, esses valores se situam aproximadamente entre 3.000 e 15.000 reais ao mês, levando-se em conta o poder de compra local. Cálculos semelhantes foram feitos para os demais países. O resultado impressiona. A proporção da classe média no Brasil está estagnada. Ela cresceu um quase nada. Saiu de 20% para 21% da população brasileira. No mesmo período, pulou na Rússia de 9% para 34% da população (uma elevação de 278%); no México, de 19% para 43% (126%). Em apenas uma década as classes médias russa e mexicana tornaram-se mais representativas em suas respectivas sociedades do que a brasileira. Também avançaram a passos largos as classes médias da China e da Índia. Em 1996, elas representavam, respectivamente, 1% e 4% de suas populações.
(…)
SEM PARTIDO – Em paralelo a tudo isso, observa-se certa orfandade política da classe média. Não que, ao longo da história do país, ela tenha contado com partidos inteiramente associados aos seus interesses. Na década de 50, a UDN esteve próxima de desempenhar esse papel. A classe média daquele período encontrou um ídolo em Carlos Lacerda, o maior nome do partido. Mas o udenismo abrangia outros setores da sociedade – no Nordeste, por exemplo, estava ligado às oligarquias agrárias. No quadro político atual, o discurso sobre a classe média ocupa um lugar periférico.” Assinante de Veja lê mais aqui

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