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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

VEJA 1 – E o Caso Varig continua: A mentira tem asas curtas

Lula decretou ontem o fim do “Caso Varig”. E, no entanto, ele continua. Até porque poucas tramóias no Brasil estiveram tão enredadas numa cadeia de lorotas e mentiras. Na VEJA desta semana, Marcio Aith pega o fio da meada e chega ao nó da questão: há evidências de que Roberto Teixeira, o Primeiro-Compadre, recebeu mais […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 19h18 - Publicado em 28 jun 2008, 07h25
Lula decretou ontem o fim do “Caso Varig”. E, no entanto, ele continua. Até porque poucas tramóias no Brasil estiveram tão enredadas numa cadeia de lorotas e mentiras. Na VEJA desta semana, Marcio Aith pega o fio da meada e chega ao nó da questão: há evidências de que Roberto Teixeira, o Primeiro-Compadre, recebeu mais do que os US$ 5 milhões que finalmente admitiu ter recebido na operação — depois de ter dito que cobrara apenas US$ 350 mil. Qual é o busílis? Vamos a um trecho da reportagem de Aith:

“Não há lei que impeça Teixeira de fixar seu preço, por mais exorbitante que seja. A questão é que ele não trabalhou na freqüência normal de um advogado, mas usou o nome do presidente Lula para abrir portas e atropelar resistências dentro do governo, segundo reportagens publicadas no início de junho pelo jornal O Estado de S. Paulo. Não se trataria, portanto, de um dinheiro recebido por serviços jurídicos, e sim como pagamento pela prática de tráfico de influência, crime punível com dois a cinco anos de reclusão.”

Será que tudo isso é normal? Não é o que dizem alguns especialistas. Vamos de novo à reportagem:

“Segundo Ademar Gomes, presidente da Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo (Acrimesp), “está comprovado que houve tráfico de influência”. ‘Só porque é amigo do presidente, pode entrar a qualquer horário em seu gabinete? Como advogado, se eu quiser uma audiência com Lula, tenho de tentar agendá-la. Muito provavelmente, esperaria meses ou nem seria atendido.’ Para Claudio Weber Abramo, diretor executivo da organização Transparência Brasil, ‘há razão para crer que houve tráfico de influência, os indícios são fortes’. Rodrigo Faucz, especialista em direito penal econômico, diz que o fato de os encontros não constarem das agendas públicas de compromissos é mais um sinal de que algo está errado nas negociações.”

Faucz fala que os encontros não constavam das agendas públicas. Isso é legal? A reportagem responde:

“Nenhuma das reuniões do Planalto constou da agenda oficial de compromissos das autoridades em questão, como manda o decreto nº 4334, de agosto de 2002. Esse decreto determina que as audiências de autoridades públicas com representantes de interesse privado devem ser registradas e sempre acompanhadas por outro servidor.”

A foto que se vê no alto mostra Teixeira, filhas, genro e clientes voltando para São Paulo de um encontro com o presidente Lula no dia 15 de dezembro de 2006.
Assinante lê integra da reportagem aqui

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