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VEJA 1 – Incentivos sob medida

Por Monica Weinberg:O trabalho do americano Eric Maskin, de 57 anos, representa um avanço na área da economia focada no entendimento do mecanismo de incentivos e punições que leva pessoas, empresas e países a crescer e melhorar. Seus estudos permitem entender em que situações e em que medida a interferência da mão protetora e punitiva […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 19h45 - Publicado em 21 mar 2008, 06h55
Por Monica Weinberg:
O trabalho do americano Eric Maskin, de 57 anos, representa um avanço na área da economia focada no entendimento do mecanismo de incentivos e punições que leva pessoas, empresas e países a crescer e melhorar. Seus estudos permitem entender em que situações e em que medida a interferência da mão protetora e punitiva do estado é mais desejável. Maskin recebeu o prêmio Nobel no ano passado, com mais dois economistas americanos. Eles fazem parte de uma sólida escola de pensamento econômico que leva em conta em suas análises também os aspectos psicológicos. “Não dá para criar regras em um mundo tão complexo quanto o atual sem compreender as reais motivações das pessoas.” Ph.D. em matemática aplicada por Harvard, Maskin é atualmente pesquisador do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, nos Estados Unidos, em cujo campus mora com a família na casa que antes abrigou Albert Einstein. Ele concedeu a VEJA a seguinte entrevista.

Veja – Em uma de suas posições mais polêmicas, o senhor defende o desrespeito à lei de patentes. Que argumentos podem existir contra a proteção intelectual?
Maskin –
Quem me critica por isso se apóia apenas no senso comum e deixa de observar a realidade objetiva, na qual eu me baseio. De um lado, ela mostra que a proteção intelectual, de fato, pode incentivar a produção científica e a inovação, como todo mundo diz. Isso porque a lei confere ao inventor certa garantia de que ninguém vai se apropriar de seu trabalho e ainda faz da atividade criativa um negócio rentável. Essa lógica vale para algumas das áreas mais vitais do conhecimento. Para outras, no entanto, ela só atrapalha. No caso da indústria de software, a proteção é inimiga da diversidade e da inovação.

Veja –Como exatamente?
Maskin –
Os estudos sobre o assunto mostram que a proteção intelectual se provou desastrosa para a indústria de software por uma razão: esse não é propriamente um campo que vive de grandes descobertas, mas sim de uma série de pequenas inovações cujo mérito é justamente aprimorar o que já existe. Para dar vida a uma nova idéia, portanto, o inventor precisa necessariamente ter acesso livre ao que já existe. A imitação é um motor fundamental para a inovação, e as patentes se transformam em óbvios obstáculos. Depois da lei de proteção intelectual nos Estados Unidos, houve uma desaceleração no ritmo de evolução dos programas de computador. Liberar a pirataria, nesse caso específico, teria sido uma solução mais lucrativa para o país. Há ainda outras situações em que a lei de patentes no mundo tecnológico não chega a atrapalhar, mas em compensação não surte efeito algum – é apenas obsoleta e inútil.
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