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Reinaldo Azevedo

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Veja 1 – A morte de Pinochet e o desempenho dos assassinos

Veja traz uma reportagem sobre a morte do ditador chileno Augusto Pinochet. A linha que sustenta a reportagem é a evidência de que a ditadura não responde pelo sucesso econômico do país, equívoco freqüentemente cometido. E há também um quadro interessante ilustrando a reportagem, conforme se vê acima. Qualquer ditadura é uma porcaria, mas dá […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 6 jun 2024, 07h21 - Publicado em 16 dez 2006, 04h50
Veja traz uma reportagem sobre a morte do ditador chileno Augusto Pinochet. A linha que sustenta a reportagem é a evidência de que a ditadura não responde pelo sucesso econômico do país, equívoco freqüentemente cometido. E há também um quadro interessante ilustrando a reportagem, conforme se vê acima. Qualquer ditadura é uma porcaria, mas dá para perceber que nenhum ditador foi tão eficiente para matar quanto Fidel Castro. Seu regime, por 100 mil habitantes, matou:
– 277 vezes mais do que a ditadura brasileira
– 3,46 vezes mais do que a ditadura chilena
– 2,6 vezes mais do que a ditadura argentina
– 27,7 vezes mais do que a ditadura uruguaia
Não obstante, a esquerda mundial, incluindo o “núcleo duro do miolo mole” da academia brasileira, celebra Fidel Castro como um herói. Os assassinos menores são mandados para a lata do lixo. Nada contra. É o seu lugar. O problema está em paparicar um homicida compulsivo.
Leia trechos da reportagem. Por Diogo Schelp: “Logo que foi anunciada a morte de Augusto Pinochet, aos 91 anos, na semana passada, milhares de chilenos foram à Praça Itália, no centro de Santiago, comemorar e estourar champanhes. No dia seguinte, no velório na Academia Militar, 60.000 pessoas enfrentaram filas de sete horas para o último adeus ao general. À primeira vista, o contraste entre essas manifestações de júbilo e pesar pode dar a impressão de que o Chile é um país dividido entre duas concepções políticas totalmente antagônicas. Não é nada disso. ‘O que se viu foram apenas arroubos emocionais de vida curta’, disse a VEJA o historiador Joaquín Fermandois, da Pontifícia Universidade Católica do Chile. ‘O que prevalece hoje entre os chilenos é um consenso muito claro sobre o tipo de país que eles querem.’ O que eles querem pode ser sintetizado em dois princípios básicos: preservar a democracia e a economia de mercado. Para o bem e para o mal, ambos os conceitos têm a ver com o legado de Pinochet. Primeiro, depois de dezessete anos de brutal regime militar, os chilenos não podem nem pensar em viver novamente sob um Estado policial. Segundo, o modelo de desenvolvimento e integração à economia global, que colocou o Chile às portas do Primeiro Mundo, é fruto das reformas liberais impostas pelo ditador nos anos de chumbo.

Nessa questão do legado dual de Pinochet, o maior engano de julgamento é aquele que tenta estabelecer conexão inseparável entre as duas faces de seu regime. ‘Há nessa visão uma armadilha, a crença de que sem a ditadura não teria sido possível atingir um bom desempenho econômico’, disse a VEJA o sociólogo canadense Marcus Taylor, autor do livro De Pinochet à Terceira Via – Neoliberalismo e Transformações Sociais no Chile. Reformas liberais similares promovidas por Margaret Thatcher na Inglaterra resultaram em desenvolvimento econômico acelerado sem arranhar minimamente a democracia. Por outro lado, modelos econômicos ultrapassados não dão certo mesmo quando garantidos por regimes de força. De outra forma, a ditadura cubana teria criado um país próspero, e não um dos mais pobres da América Latina. Tampouco é correto imaginar que o golpe de Estado de 1973 foi uma reação justificável diante da crise institucional criada pelo governo marxista. O golpe, com sua inevitável seqüência de brutalidade e horror, não se justifica. Sobretudo porque o objetivo dos golpistas não era apenas afastar o perigo comunista, e sim acabar com a democracia.” Assinante lê mais aqui

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