Um pouco mais sobre certo doutor que me considera reacionário e sua incrível família de pessoas competentes
Como sabemos, o doutor Fábio Mesquita (ver abaixo), o homem que tenta dar apuro científico ao projeto Baladaboa, não gosta de gente “obscurantista” (ele escreve “abscurantista”, mas dá para supor o que quer dizer). Considerou “exdruxula” a decisão da Fapesp de suspender o patrocínio para reavaliação e distribuiu outras agressões abaixo da linha da gramática. […]
Sempre que um progressista como este senhor vem a público, minha curiosidade se excita. E quero saber ainda mais a seu respeito. É preciso conhecer a alma e a história dos homens que querem nos salvar, não é? Ele é realmente um especialista em redução de danos. Leiam matéria publicada na Folha de S. Paulo no dia 21 de fevereiro de 2004.
Comissão concluiu que houve irregularidades em contratações da área
A Prefeitura de São Paulo concluiu que houve falha em contratações do programa municipal de Aids e advertiu o ex-coordenador da área Fábio Mesquita.
Após reportagem publicada pela Folha, a Secretaria Municipal da Saúde criou uma comissão para investigar suspeita de nepotismo no programa de Aids.
Essa comissão concluiu que houve “procedimentos em desacordo com os princípios da impessoalidade do serviço público” em contratos feitos pela área por meio da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).
Em nota divulgada às 20h de ontem, a secretaria informa ter advertido Fábio Mesquita, ex-coordenador do programa, e a atual responsável pela área, Maria Cristina Abbate. O contrato da atual coordenadora-executiva de convênio com a Unesco, Iêda Ferreira, foi rescindido.O programa contratou os serviços de Regina Bueno, ex-mulher de Mesquita, da filha de Mesquita, Juliana, e do companheiro de Juliana, André Frateschi, filho do secretário municipal da Cultura, Celso Frateschi.
Mesquita respondia, até o mês passado, pela Cogest (Coordenadoria de Desenvolvimento da Gestão Descentralizada), que abrange o programa de Aids.
Documentos entregues a ONGs do setor mostravam ainda contratos com Giselda Turienzo Lopes e Márcio Fernandes Amado, respectivamente prima e namorado da coordenadora-executiva.
O contrato de Bueno foi mantido, segundo a nota, por causa dos “bons resultados alcançados pelo programa, do currículo (…) e do fato de que não existe nenhum vínculo familiar entre ela e a coordenação atual (…).”
A Saúde decidiu abrir uma investigação depois que o responsável pela pasta, Gonzalo Vecina Neto, foi chamado a dar explicações à Unesco. O manual de execução de cooperação e assistência técnica do organismo veta, em qualquer contratação, a relação de subordinação hierárquica entre profissionais com os seguintes graus de parentesco: cônjuges ou parceiros de união estável, pais, filhos e irmãos.
A prefeitura mantém um acordo de cooperação técnica com a Unesco para agilizar contratações de serviços e funcionários.
“Considerando que os demais citados não têm mais nenhum vínculo com o programa (…), não há novos procedimentos a serem adotados”, diz ainda a nota.
A assessoria de imprensa da Saúde informou que ninguém daria informações adicionais sobre o assunto ontem. A reportagem havia solicitado entrevista com Vecina Neto no início da tarde.
Voltei
Não parece o poema Quadrilha, de Drummond? “João amava Teresa que amava Raimundo/ que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili”. E sic transit…
Não sei se entenderam. O homem que saúda a vitória contra os reacionários e “abscurantistas” (sic); que agradece o apoio da vereadora petista Soninha e do deputado Paulo Teixeira, vem de uma família, conforme se vê, toda dedicada à causa pública. É uma gente notável: quando sente certo vazio existencial, faz o quê? Ora, sai ajudando o próximo. Observem:
A – Fábio Mesquita, titular do Cogest (Coordenadoria de Desenvolvimento da Gestão Descentralizada), que abrange o programa de Aids.
B – Ex-mulher de Fábio (Regina Bueno): coordenadora do programa:
C – Filha de Fábio (Juliana Mesquita): quadro técnico do programa:
D- Genro de Fábio (André Frateschi): outro quadro técnico. Além de companheiro de Juliana, é também filho de Celso Frateschi, dirigente do PT e então secretário da Cultura.
D – E ainda há a assessoria da prima e do namorado da coordenadora-executiva… Quem liderava a turma? Isto mesmo! Fábio Mesquita, este LIVRE pensador.
Eu não acho que nossos adversários ou inimigos necessariamente nos qualifiquem, embora seja um indício importante. Mas convenham: nem que fosse eu a escolher, talvez não conseguisse um adversário de currículo tão eloqüente.







