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Reinaldo Azevedo

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Ufa! Ricardo Teixeira renuncia; já é alguma coisa! A gente tinha aprendido que até presidente da República podia cair, menos… Teixeira!

Leiam o que informa a VEJA Online. Volto em seguida: Ricardo Teixeira não é mais o presidente da CBF. Alvo de diversas denúncias de corrupção, o dirigente que comandava o futebol brasileiro havia mais de duas décadas renunciou nesta segunda-feira. A notícia foi dada por José Maria Marin, que leu uma carta em que Teixeira […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 09h21 - Publicado em 12 mar 2012, 16h08

Leiam o que informa a VEJA Online. Volto em seguida:
Ricardo Teixeira não é mais o presidente da CBF. Alvo de diversas denúncias de corrupção, o dirigente que comandava o futebol brasileiro havia mais de duas décadas renunciou nesta segunda-feira. A notícia foi dada por José Maria Marin, que leu uma carta em que Teixeira se despede do cargo — ele presidia a CBF desde 1989. Ex-genro de João Havelange, que comandou a CBD (que viria a se tornar CBF) entre 1956 e 1974, Teixeira se espelhou no cartola em seu gosto pela permanência no poder, e conseguiu se reeleger por quatro vezes consecutivas. José Maria Marin assumirá o cargo que foi de Teixeira até o fim do mandato, que termina em 2014, por ser o vice-presidente mais velho da CBF.

Marin é ex-governador de São Paulo e foi visto recentemente embolsando uma medalha que deveria ser entregue aos jogadores da equipe sub-18 do Corinthians, que venceram a Copa São Paulo de Juniores. Após o flagrante, ele afirmou que o objeto era um presente da Federação Paulista de Futebol. Pouco tempo atrás, Teixeira era considerado nome certo para disputar a sucessão do presidente Joseph Blatter na Fifa, em 2015. Sua situação piorou quando teria apoiado nos bastidores a candidatura do catariano Mohamed bin Hammam nas eleições do ano passado. Hammam desistiu da candidatura pouco tempo depois por conta de denúncias de corrupção.

A mudança de lado de Teixeira abalou suas relações com Blatter, que passou a apontar Michel Platini, atual presidente da Uefa, como seu possível sucessor. No período em que Ricardo Teixeira esteve à frente da entidade, o Brasil disputou seis Copas do Mundo e conquistou duas, em 1994 e 2002. A alternância entre fracassos e bons desempenhos dentro de campo ocorreu simultaneamente a uma série de denúncias contra o dirigente. O primeiro momento de grande turbulência ocorreu no início dos anos 2000, quando foi acusado de lavagem de dinheiro, apropriação indébita, sonegação de impostos e evasão de divisas no relatório da CPI do Futebol.

Apesar das numerosas denúncias, Teixeira não foi condenado pela Justiça e seguiu à frente da CBF. Mesmo sendo o principal nome da organização da Copa do Mundo de 2014, comandando o Comitê Organizador Local (COL), Teixeira se enfraqueceu nos últimos meses pelo aumento das denúncias envolvendo seu nome. Ricardo Teixeira também deixou a presidente do Comitê Organizador Local (COL) da Copa de 2014, cargo que também será ocupado por José Maria Marin. A troca de comando no comitê é mais um episódio de grande repercussão no turbulento processo de preparação do Brasil para sediar o Mundial – o país vem sendo criticado pela Fifa pela demora nos projetos ligados à Copa.

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Teixeira caiu. É um bom sinal. Por enquanto, nada muda na CBF nem no futebol brasileiro. Ninguém olha para José Maria Marin, seu sucessor, e vê um “mudancista”, não é? Lauro Jardim, no Radar, informa que Teixeira “(…) deixa na CBF o irmão Guilherme, que lá trabalha há duas décadas. E, no Comitê Organizador da Copa 2014, permanecem sua filha, Joana Havelange, diretora; e o cunhado, Leonardo Rodrigues, gerente de compras.” Entenderam? Mas é certo que seu poder é declinante. Entendo que os motivos da saída são ainda obscuros. Denúncias contra Teixeira não são exatamente coisa nova.

O “cartolismo” no futebol brasileiro é um cancro. Dados a importância que o esporte tem para milhões de pessoas e o tamanho da economia, é espantoso que se tenha de lidar ainda com estruturas tão amadoras, com mandonismo primitivo, com politicagem vigarista. É bem verdade que a própria Fifa, como demonstra o noticiário internacional, está longe de ser um exemplo de virtude.

Cumpre não ser otimista demais, mas também não é o caso de deixar passar uma boa notícia. Há 20 anos, caiu um presidente da República; há 23, nada acontecia na ditadura da CBF. Vamos ver se as pedras começam a se mover.

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