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Tudo grande – Empresa do ex-homem mais rico do Brasil faz o maior pedido de recuperação judicial da história da América Latina: R$ 11,2 bilhões

Na VEJA.com: A endividada petroleira OGX, do empresário Eike Batista, entrou nesta quarta-feira com o maior pedido de recuperação judicial da história corporativa da América Latina, num passo que já era esperado para tentar evitar a falência. O pedido de recuperação – feito na 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 05h05 - Publicado em 31 out 2013, 02h05

Na VEJA.com:
A endividada petroleira OGX, do empresário Eike Batista, entrou nesta quarta-feira com o maior pedido de recuperação judicial da história corporativa da América Latina, num passo que já era esperado para tentar evitar a falência. O pedido de recuperação – feito na 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro – tornou-se a única alternativa para a companhia depois que fracassaram as negociações com detentores de 3,6 bilhões de dólares em bônus no exterior para uma reestruturação da dívida. A companhia declarou dívida consolidada de 11,2 bilhões de reais no pedido de recuperação judicial e disse que não tem qualquer endividamento bancário nem créditos com garantias reais, segundo documento obtido pela agência Reuters.

Se o tribunal de falências aprovar o pedido, a OGX terá 60 dias para apresentar um plano de reestruturação da companhia. “Acreditamos que (o pedido) seja deferido pelo juiz e que seja proveitoso para credores, acionistas e para o país. A OGX possui ativos para viabilizar sua recuperação”, afirmou o advogado Marcio Costa, do escritório de advocacia Sergio Bermudes, que participa do processo.

Para os advogados da empresa, a recuperação judicial evita um “cenário indesejável de falência”, que implicaria em caducidade de concessões de exploração de áreas de petróleo e perda integral de valores investidos, segundo a petição na Justiça. Os credores da OGX – que incluem a Pacific Investment Management Co (Pimco), que administra o maior fundo de títulos do mundo, com sede na Califórnia, e o fundo de investimento norte-americano BlackRock Inc, entre outros – terão então 30 dias para aprovar ou rejeitar o plano.

O pedido de recuperação da OGX marca mais um capítulo no desmantelamento do que já foi um império industrial, com ativos de energia, mineração e infraestrutura, entre outros, do grupo “X”. O fracasso da campanha exploratória da OGX, antes considerada o ativo mais precioso do Grupo EBX, contaminou as outras empresas de Eike.

Quase no vermelho
A OGX estima precisar de 250 milhões de dólares no curto prazo e ficará sem recursos na última semana de dezembro se não conseguir levantar dinheiro novo, conforme informações do plano de reestruturação aos detentores de bônus que fracassou. A empresa tinha 82 milhões de dólares no fim de setembro e seus assessores financeiros na negociação com os credores externos – Blackstone e Lazard – estimam desembolsos de 89 milhões de dólares até o fim do ano apenas para fornecedores, considerando somente pagamentos críticos a prestadores de serviço no campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos.

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Em Tubarão Martelo, a petroleira quer começar a produzir em meados de novembro, a fim de gerar receita para atenuar sua situação. O valor atribuído à toda OGX, de acordo com o plano apresentado aos credores dias atrás, é de 2,7 bilhões de dólares – composto principalmente pelos campos de Tubarão Martelo (1,4 bilhão de dólares) e Atlanta (1,1 bilhão de dólares), este último situado no BS-4.

No pedido de recuperação judicial, os advogados da OGX apontam para uma receita potencial de 17,2 bilhões de dólares com as explorações dos campos de Tubarão Martelo e BS-4 durante a vida útil das áreas e com base nas reservas prováveis de óleo. A OGX estima ter perdido 3,6 bilhões de reais com o fracasso na exploração das áreas de Tubarão Azul, Tubarão Areia, Tubarão Tigre e Tubarão Gato, de acordo com a petição.

O pedido de recuperação judicial da OGX pode ter implicações sobre o destino da empresa-irmã, a construtora naval OSX, que foi criada para fornecer plataformas de exploração à petroleira. A recuperação envolve quatro sociedades: OGX Petróleo e Gás Participações (listada na Bovespa), OGX Petróleo e Gás S.A., OGX International e OGX Austria GMBH.

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