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Reinaldo Azevedo

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Troco Top Top e Amorim por duas canecas furadas

O caso do menino Emmanuel serviu para evidenciar, agora com requintes da mais estúpida crueldade, quem (ou que) é essa gente das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Os detalhes são sórdidos. A história toda é absolutamente revoltante. E pensar que, durante uma semana ao menos, o noticiário mundial, incluindo o brasileiro, deixou-se mesmerizar pela […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 20h00 - Publicado em 8 jan 2008, 18h02

O caso do menino Emmanuel serviu para evidenciar, agora com requintes da mais estúpida crueldade, quem (ou que) é essa gente das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Os detalhes são sórdidos. A história toda é absolutamente revoltante. E pensar que, durante uma semana ao menos, o noticiário mundial, incluindo o brasileiro, deixou-se mesmerizar pela atuação de Hugo Chávez, um chefe de estado que optou pela delinqüência escancarada.

O governo da Colômbia anunciou ontem que não mais permitirá missões como aquela liderada pelo ditador venezuelano e co-estrelada por patetas de outros países, incluindo um brasileiro: Marco Aurélio Top Top Garcia. Acusa ainda o grupo de fazer proselitismo pró-Farc, o que é absolutamente verdadeiro. Uma das peças da infâmia foi a nota do Itamaraty. O texto lamenta o insucesso da empreitada e considera os narcoguerrilheiros e o governo constitucional da Colômbia forças moralmente parelhas.

Recorram ao arquivo para ver o que escrevi neste blog naqueles dias e o que escreveram por aí. De fato, não havia aqui nenhuma informação que não estivesse em qualquer lugar. Havia era um outro enfoque. Observei, durante todo o tempo, que se tratava apenas de uma operação de marketing político; que os reféns eram não mais do que instrumentos da pantomima de Chávez e dos outros bandidos. O episódio do garoto Emmanuel foi só um emblema da estupidez. A tal comissão era, por si mesma, um absurdo moral, histórico e institucional.

As Farc traficam drogas, assassinam pessoas, seqüestram crianças, espalham o terror. A América Latina deveria era estar debatendo outra coisa: a efetiva ajuda ao governo constitucional da Colômbia para pôr fim a esse flagelo. Há um enclave em nosso continente em que vigoram as regras de um campo de concentração. Em vez da ajuda e da indignação, o que se vê é simpatia pelo grupo. Mais do que isso: lembrarei, todos os dias se for necessário, que os petistas são aliados das Farc numa entidade chamada Foro de São Paulo, que reúne grupos de esquerda da América Latina: são companheiros, camaradas, sentam-me à mesma mesa.

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Façam uma pesquisa, insisto. Vejam quantos foram os analistas que afirmaram que Chávez havia dado um nó em Álvaro Uribe, que ficaria, então, numa situação delicada… Não, não bastava apenas aplaudir a negociação com os “narcocomunofascistas”: era preciso também desmoralizar o “direitista” Uribe.

Continuo com a minha oferta: troco Marco Aurélio Top Top Garcia por um dos dois mil reféns dos campos de concentração das Farc. Aliás, troco até por uma caneca furada. Com duas, entrego também Celso Amorim por causa daquela nota pusilânime do Itamaraty. Se os “narcos” endurecerem na negociação, levam os dois de graça. Dispenso as canecas.

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