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Reinaldo Azevedo

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Tragédia de Santa Maria – Suspeita de adulteração de provas levou polícia a pedir prisões

Por Sérgio Roxo e Flávio Ilha, no Globo, com G1 e Agência RBS: O empresário Mauro Hoffmann, um dos proprietários da boate Kiss que estava foragido, se entregou à polícia na tarde desta segunda-feira, segundo informações da Agência RBS. Ele foi à delegacia de Polícia de Santa Maria para prestar depoimento e esclarecimentos ao delegado […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 06h59 - Publicado em 28 jan 2013, 16h31

Por Sérgio Roxo e Flávio Ilha, no Globo, com G1 e Agência RBS:
O empresário Mauro Hoffmann, um dos proprietários da boate Kiss que estava foragido, se entregou à polícia na tarde desta segunda-feira, segundo informações da Agência RBS. Ele foi à delegacia de Polícia de Santa Maria para prestar depoimento e esclarecimentos ao delegado Marcelo Arigony. Hoffman tinha a prisão preventiva decretada desde domingo. Mais cedo, já haviam sido presas outras três pessoas investigadas pelo incêndio que deixou 231 mortos. Logo após a chegada de Hoffmann, o advogado criminalista Marios Cipriane compareceu ao local, mas não quis dar entrevista à imprensa. Segundo o advogado, o empresário estava sumido porque estaria enfrentando problemas de saúde devido à inalação de fumaça tóxica. Além de Hoffmann, foram detidos outro sócio da Kiss Elissandro Sphor, conhecido como Kiko, o vocalista da banda Gurazida Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e Luciano Bonila, que cuida da montagem do palco.

A suspeita de que os donos da boate Kiss e os integrantes da banda Gurizada Fandangueira adulteraram provas levou a Polícia Civil a pedir a prisão dos quatro envolvidos na tragédia. De acordo com a promotora Waleska Agostini, que se manifestou favorável às prisões, durante os depoimentos de testemunhas colhidos pelo polícia surgiram relatos de que os proprietários da casa, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, teriam dado ordens para mexer nas imagens colhidas pelas câmeras do circuito interno e na caixa registradora.

A Polícia Civil foi informada que os sistema de monitoramento da boate não estava funcionando há cerca de dois ou três meses. As imagens poderiam indicar, por exemplo, se os seguranças da casa realmente impediram a saída dos clientes quando começou o fogo. A caixa registradora mostraria quantas pessoas de fato estavam no local. A capacidade era de mil lugares, mas há suspeita de superlotação. Segundo o chefe de Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Júnior, um mandado de busca e apreensão foi emitido para que sejam recolhidas as imagens do circuito de câmeras do interior da boate.

Os dois integrantes da banda presos também teriam poder para adulterar provas. Segundo a promotora, era Marcelo quem dava a ordem para Luciano disparar o artefato pirotécnico que deu origem ao incêndio. As prisões foram decretadas pelo juiz de plantão, Régis Bertolini, ainda no domingo, e valem por cinco dias, podendo ser renovadas por outros cinco. “Inicialmente o crime seria homicídio culposo (sem intenção). Mas se surgirem provas de que houve omissão podemos mudar para dolo (intenção) eventual”, disse o promotor Joel Oliveira Dutra, que também acompanha o caso.

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Os três primeiros detidos não estavam em casa no momento da prisão. A polícia precisou fazer diligências para encontrá-los. De acordo com informações do jornal “Zero Hora”, o empresário Elissandro Sphor foi inicialmente atendido por intoxicação em Santa Maria. No entanto, segundo o advogado Jader Marques, Kiko temia permanecer na cidade e buscou atendimento em Cruz Alta, onde foi encontrado.
(…)
O delegado Marcelo Arigony disse, nesta segunda-feira, que já foram tomados cerca de 20 depoimentos. Segundo ele, a polícia vai verificar se a perícia confirma a tese que se tem até o momento: a de que o incêndio começou com um sinalizador e o extintor acionado para apagar as chamas falhou. Outro fator que teria contribuído para o alto número de mortos seria o de que a porta de emergência não teria dado vazão para a saída dos jovens.

Na manhã desta segunda-feira, a perícia na casa noturna foi retomada. Os técnicos iniciaram os trabalhos na boate Kiss por volta de 7h30m. Eles recolheram objetos, como sapatos e celulares, que haviam sido deixados por vítimas e sobreviventes na entrada do estabelecimento. Os objetos foram colocados em um saco e levados pra dentro da boate.
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