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Reinaldo Azevedo

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Terrorismo dá nisto

(leiam primeiro o post abaixo) Pois é… Clinton está mal informado sobre o Brasil, a área em que se planta cana, a área em que se planta alimento, o avanço das áreas agriculturáveis sobre a Amazônia… Tudo. Está pautado, bom democrata, pelo onguismo. Vocês sabem: essa gente não quer aquecer o planeta, mas também não […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 17h31 - Publicado em 2 jun 2009, 20h02

(leiam primeiro o post abaixo)

Pois é… Clinton está mal informado sobre o Brasil, a área em que se planta cana, a área em que se planta alimento, o avanço das áreas agriculturáveis sobre a Amazônia… Tudo. Está pautado, bom democrata, pelo onguismo. Vocês sabem: essa gente não quer aquecer o planeta, mas também não quer a expansão da cana.

 

Imaginem se algum assessor seu, com a ajuda da embaixada americana, lhe passou um briefing dos jornais brasileiros de hoje. Ele tem razões para supor que o ministro do Meio Ambiente. Carlos Minc Leão Dourado, sabe o que diz quando sataniza o agronegócio, não é mesmo? Sabem como são os americanos: em períodos normais, somam dois mais dois e encontram quatro; na era especulativa, chegavam a 22.  O homem pensa: “Já hoje, eles próprios afirmam que estão derrubando a Amazônia para ‘plantar’ boi; imaginem, então, se os pastos virarem canaviais…” É justo. O terrorismo contra essa alternativa energética está dentro do governo, não fora dele.

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Ademais, essa questão do etanol ficou tisnada pela conversa mole oficial. Antes da febre do pré-sal, do Brasil em tempos de Opep, Lula se oferecia para vender etanol ao mundo. Depois o ânimo arrefeceu. Saibam: o país — o governo — não cuidou direito da questão. Além dessa sustentabilidade ecológica de que fala Clinton, há uma outra. Uma substituição em grande escala de matriz energética requer algumas garantias. Ainda que o petróleo esteja sujeito às, digamos, intempéries políticas do Oriente Médio, o etanol está sujeito a uma instabilidade que pode ser mais perigosa: as do clima.

 

Em vez de oba-oba, do “nunca antes neztemundo”, do “vamos salvar o nosso planetinha” etc, seria, e é, necessário que se demonstre que se pode garantir o abastecimento regular de etanol. Mais: o Brasil certamente não poderá ser o único fornecedor — até porque não teria como. Investiu-se muito em propaganda e pouco em planejamento. E o tempo está passando. Ou já passou.

 

E só para encerrar: com um pouco mais de terrorismo ambiental, em breve, o mundo começará a olhar com preconceito para os produtos derivados deste antro de desmatadores. Só vai querer “comprar” os nossos nativos de exposição e os nossos apedeutas amestrados.  

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