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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura
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Quer dizer que a oposição faz política??? Meu Deus!!! Aonde vamos parar assim???

Por João Domingos e Marcelo de Moraes, no Estadão deste domingo. Volto depois:A decisão do PSDB e do DEM de votar contra a emenda que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011 deve-se ao calendário eleitoral. Não se trata de uma repentina onda contrária a impostos. A oposição avalia que com os […]

Por Reinaldo Azevedo
Atualizado em 31 jul 2020, 20h06 - Publicado em 9 dez 2007, 09h08
Por João Domingos e Marcelo de Moraes, no Estadão deste domingo. Volto depois:
A decisão do PSDB e do DEM de votar contra a emenda que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) até 2011 deve-se ao calendário eleitoral. Não se trata de uma repentina onda contrária a impostos. A oposição avalia que com os R$ 40 bilhões da CPMF o PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e alguns partidos aliados vão começar a fazer a festa na eleição do ano que vem e só vão terminá-la em 2010, quando será decidida a sucessão de Lula. Nesse jogo, estão os R$ 8 bilhões do Fundo da Pobreza, que vão para o Bolsa-Família, no atendimento a 11,1 milhões de famílias, tido como o maior cabo eleitoral dos petistas. Sem o dinheiro da CPMF, o governo terá de buscar outras fontes para o Bolsa-Família. É por isso que Lula decidiu dizer, nos últimos dias, que os senadores contrários à CPMF “não têm juízo” e querem prejudicar os pobres. A rejeição da CPMF representa também um corte de R$ 23 bilhões para a área da saúde e de R$ 9 bilhões destinados à Previdência, mas que têm sido usados para o superávit fiscal.

Ao lançar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em janeiro, o governo anunciou investimentos de R$ 503,9 bilhões até 2010. A oposição acha que por trás do PAC há um plano eleitoral. Aponta que cerca de R$ 85 bilhões vêm dos cofres do governo e o restante, da iniciativa privada. Por isso, concluiu que a intenção do governo é usar o dinheiro da CPMF para cobrir sua parte no PAC. Isto é, com esse dinheiro poderá tocar obras que renderão votos, além dos repasses para a área social. “O governo quer usar esse dinheiro para fazer política eleitoral, para gastar R$ 1 bilhão na construção de uma TV pública que vai é fazer propaganda dele”, disse o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). “Imaginem um homem com essa disposição, quando se vê contrariado, com a TV pública na mão. E a TV pública não vai ser feita para os pobres. A TV pública vai custar R$ 1 bilhão e não será para os pobres, mas para os ricos, para o governo, para dar emprego aos apaniguados do governo”, acusou. “Com a TV pública na mão, toda vez que for contrariado, o presidente Lula a usará para fazer pregação contra os senadores.”

Voltei
Ah, meu Deus!
Será que agora terei de aderir ao maoísmo e dizer que não me importa a cor dos gatos desde que eles cacem os ratos? A frase, na verdade, é de Deng Xiaoping.
Não tou nem aí se os oposicionistas realmente estão contra mais impostos ou se estão interessados apenas em aplicar uma derrota ao governo Lula.

O que importa — e isso parte da oposição está fazendo — é lembrar que os impostos existem por causa dos gastos. E, vejam só, uma parcela dos brasileiros está hoje interessada em saber aonde vai a grana que repassa ao governo.

Descobre-se, por exemplo, que vai para a TV Pública, aquela que ninguém vê e que consumirá uma fábula de dinheiro. Ou para a “universidade bolivariana” do Mercosul (ver notas de ontem). Não dá. Lula teve uma elevação de arrecadação de quase R$ 26 bilhões. A CPMF lhe renderia R$ 40 bilhões? Pois é: teria de cortar apenas R$ 14 bilhões em gastos. Se fechar a TV Pública, já economiza quase R$ 1 bilhão.

Mas sei: ele diz que a Saúde vai pagar o pato. Por que não estrangular, então, o pato da propaganda e da conversa mole?

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