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Reinaldo Azevedo

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Por que gostei do discurso de Lula

Se quiserem saber, estou gostando do discurso de Lula na reta final de campanha, a exemplo das barbaridades que disse nesta tarde em Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo. Segundo ele, os adversários deveriam rezar pela sua reeleição para ele poder “deixar o Brasil muito melhor”. Foi adiante: disse que nunca houve um […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 23h05 - Publicado em 22 out 2006, 20h15
Se quiserem saber, estou gostando do discurso de Lula na reta final de campanha, a exemplo das barbaridades que disse nesta tarde em Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo. Segundo ele, os adversários deveriam rezar pela sua reeleição para ele poder “deixar o Brasil muito melhor”. Foi adiante: disse que nunca houve um governo antes preocupado com os pobres; os tucanos, assegurou, sempre governaram para os ricos. E voltou a dizer que não há garantia de que não privatizariam as estatais já que não respeitam nem documentos assinados, numa alusão indireta ao governador eleito José Serra – muito elogiado por ele na sabatina da Folha. Como se sabe, o jornalismo petista levou o então candidato a prefeito a assinar um papelucho dizendo que ficaria no cargo até o fim do mandato. Queriam levar o governo de SP de graça… Marta Thereza Smith de Vasconcellos Suplicy – no momento, Favre também – , sinhazinha do Brasil, disse que votar em Alckmin é aprofundar a diferença entre ricos e pobres. A tia da Casa Grande olha com generosidade para a senzala. Duvido que ela saiba o nome de todos os seus empregados… Mas por que eu disse que estou gostando de ver? Porque Lula está dinamitando todas as pontos com as oposições. Quaisquer relações posteriores de oposicionistas com Lula que não sejam estritamente institucionais devem ser denunciadas como adesistas. A clivagem agora passa a ser mesmo essa. Eu topo o jogo. O Brasil tem de se dividir entre os que acatam o discurso de Lula e do PT – não são a mesma coisa, mas a diferença e irrelevante – e os que não acatam; entre os que se subordinam a sua agenda e os que a recusam. E ponto final. Não há qualquer chance de conciliação. E não se trata apenas de rejeitar este arranca-rabo de classes. Trata-se de dizer “não” também aos métodos, ao chamado “roubo social”. Vamos ver quem adere e quem resiste. E vamos ficar, claro, aos lado dos que resistem.

Ah, sim: Aldo Rebelo (PC do B) disse que Alckmin parece cliente do Itaú Personalité, sugerindo seu elitismo. Ainda que seja, tenho certeza de que não foi a Telemar quem lhe deu o dinheiro. Talvez Lulinha seja cliente de outro banco. Tudo questão de gosto, não de falta de fundos.

A sem-vergonhice desse gente não tem limites.


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