Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês
Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Para pesquisador, País tem excesso de programas sociais

Por Roldão Arruda, no Estadão:O Brasil precisa parar de criar cestas de políticas sociais e econômicas. O desafio do próximo presidente da República – a ser eleito em 2010 – será dar um mínimo de unidade às políticas já existentes e fazer com que conversem entre si. Se não fizer isso, o sucessor de Lula […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 19h18 - Publicado em 29 jun 2008, 08h05
Por Roldão Arruda, no Estadão:
O Brasil precisa parar de criar cestas de políticas sociais e econômicas. O desafio do próximo presidente da República – a ser eleito em 2010 – será dar um mínimo de unidade às políticas já existentes e fazer com que conversem entre si. Se não fizer isso, o sucessor de Lula corre o risco de continuar administrando um país desigual e contraditório, com um pé no século 21 e o outro nas sociedades pré-capitalistas do século 19.
Essas afirmações fazem parte de um estudo apresentado recentemente no Instituto de Economia da Unicamp pelo pesquisador Cláudio Dedecca, durante concurso para o cargo de professor titular. O economista analisou em primeiro plano a situação do campo brasileiro, onde um setor modernizado, baseado em grandes empresas, algumas com ações na Bovespa e presença no mercado internacional, convive com uma situação arcaica do ponto de vista dos trabalhadores.
De um conjunto de quase 10 milhões de trabalhadores do setor, o economista verificou que metade não tem remuneração. “O assalariamento formal compreende ao redor de 1,5 milhão de pessoas, enquanto o trabalho não remunerado e em auto-consumo atinge mais de 5 milhões”, diz ele. Do grupo restante, quase 2,5 milhões são bóias-frias e trabalhadores em condições precárias, e os outros trabalham por conta própria. “Temos muito mais gente sem salário no setor agrícola do que no segmento formal.”
A partir daí ele analisa algumas soluções que estão sendo propostas e mostra que algumas, como a expansão da cana-de-açúcar, podem agravar ainda mais essa disparidade entre o moderno e o arcaico: “A lavoura da cana-de-açúcar, cuja administração é das mais modernas, emprega pouca mão-de-obra. Na escala de absorção de trabalhadores, está em sétimo lugar, atrás do algodão e outras culturas.”
Para Dedecca, os problemas são complexos e as soluções precisam ser globais, combinadas. Não é isso, porém, o que vem ocorrendo. “O governo federal tinha, até dois anos atrás, 36 programas orientados para a qualificação e formação profissional dos jovens. Tinha ministério com mais de um programa para essa área – e um não tinha contato com o outro.”
Assinante lê mais aqui
Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo da VEJA! Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.

a partir de R$ 39,90/mês

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet.

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Edições da Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 19,90/mês