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Para economistas de consultorias e de corretoras, corte de juros ocorreu na hora errada

Por Gerson Camarotti e Henrique Gomes Batista, no Globo: A inesperada redução dos juros básicos da economia pelo Banco Central (BC) na última quarta-feira – em 0,5 ponto percentual, para 12% ao ano – se soma à recente defesa intransigente da necessidade de um ajuste fiscal robusto pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, como sintomas […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 10h54 - Publicado em 2 set 2011, 07h43

Por Gerson Camarotti e Henrique Gomes Batista, no Globo:
A inesperada redução dos juros básicos da economia pelo Banco Central (BC) na última quarta-feira – em 0,5 ponto percentual, para 12% ao ano – se soma à recente defesa intransigente da necessidade de um ajuste fiscal robusto pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, como sintomas de uma mudança de curso na política econômica: a formulação das ideias centrais passou às mãos da Presidência da República. Economista de formação e uma controladora nata, nas palavras de seus subordinados, a presidente Dilma Rousseff tomou as rédeas da economia e vem moldando a equipe ao seu modo de pensar, no qual o fio condutor é um desenvolvimentismo apoiado no crescimento sustentado, em patamares mínimos de 4%. Para especialistas, porém, o corte da Taxa Selic foi adotado na hora errada já que a inflação no país ainda não dá sinais de desaceleração.”O sistema de metas de inflação está em xeque. Mudou a política monetária. O tripé superávit primário, câmbio flutuante e meta de inflação está um pouco mambembe”, afirma Alessandra Teixeira, economista da Tendências Consultoria.

Para Alessandra, a queda da Selic em um momento de pressão inflacionária e temores em relação aos preços de commodities (produtos básicos com cotação mundial, como petróleo, soja e minério de ferro) é um indicativo de que o governo desistiu de convergir o IPCA para a meta de 4,5% em 2012, com intervalo de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Mesmo usando como justificativa a estimativa de agravamento da crise mundial para o corte, analistas acreditam que faltam fundamentos técnicos para a decisão.

“Governo abandonou meta de inflação”
Oficialmente, contudo, o BC sinaliza que o corte nos juros é compatível com inflação na meta em 2012. Segundo rumores que circularam ontem em Brasília, teria também balizado a decisão o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) no segundo trimestre, que teria sido bem abaixo do esperado. Os dados oficiais serão divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE.

“As commodities não estão caindo e não têm essa perspectiva. Pelo contrário, em agosto, mesmo com a piora da nota de crédito dos Estados Unidos, todos os preços subiram, exceto o suco de laranja. Só o café avançou 20% no mês”, diz o vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto Castro.

“A decisão não é justificável tecnicamente por nenhum aspecto e o BC não deveria se antecipar a uma possibilidade de deterioração do cenário externo apenas”, concorda Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, afirmando que a desaceleração da economia brasileira não é suficiente para trazer a inflação para baixo.

Eduardo Velho, economista da Prosper Corretora, diz que as perspectivas para a inflação são ainda piores, pois, em 2012, além de haver uma alta do salário mínimo de 13,6%, há a possibilidade de aumento do gasto público por se tratar de um ano eleitoral. Aqui

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