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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

OU O ENEM É CANCELADO, OU A CONSTITUIÇÃO ESTARÁ SENDO JOGADA NO LIXO!

É claro que é uma atrapalhação na vida dos estudantes! É claro que é ruim para todo mundo! É claro que é o fim da picada! Mas ou o exame do Enem é cancelado — EM TODO O TERRITÓRIO NACIONAL —, ou se estará jogando no lixo a Constituição da República Federativa do Brasil. Não […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 10h22 - Publicado em 26 out 2011, 19h52

É claro que é uma atrapalhação na vida dos estudantes! É claro que é ruim para todo mundo! É claro que é o fim da picada! Mas ou o exame do Enem é cancelado — EM TODO O TERRITÓRIO NACIONAL —, ou se estará jogando no lixo a Constituição da República Federativa do Brasil. Não há conciliação possível.

É, meus queridos! Um incompetente arrogante como Fernando Haddad não exerce um cargo tão importante na República sem que milhões paguem o pato por sua incompetência. É a terceira jornada seguida do Enem a dar problema. Desta feita, o ministro se mostra mais cínico do que das outras — foi a única coisa que nele evoluiu: o cinismo. Diante da comprovação de que uma escola do Ceará teve acesso prévio a questões do exame, ele emite uma nota e sustenta: “Não houve vazamento”. É estupefaciente!

Se você clicar aqui, verá numa página da VEJA Online todas as questões antecipadas num simulado do Colégio Christus, do Ceará.

Informa Nathalia Goulart, na VEJA Online:
“Após o anúncio do Ministério da Educação (MEC) de que só os estudantes do Colégio Christus de Fortaleza terão de refazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011 devido ao vazamento de questões da prova, o procurador da República Oscar Costa Filho afirmou que vai solicitar à Justiça a anulação da avaliação em todo o território nacional. ‘O MEC ofereceu uma solução local para uma problema federal. Isso fere o princípio da isonomia de que todos os candidatos devem ser tratados da mesma maneira’, diz o procurador. ‘Todos os alunos disputam as mesmas vagas no SISU (Sistema de Seleção Unificada, que preenche vagas em universidades federais por meio da nota do Enem). Se a prova é cancelada para um grupo, deve ser cancelada para todos’, acrescenta.”

É isso e não só isso. Trata-se de uma questão de princípio. Se houve o vazamento para um colégio, descobriu-se que o sistema apresentou falha e que, por ela, muito mais gente pode ter tido acesso às provas. Se o exame é mantido, a Constituição vai pro lixo. Não é só isso, não! As universidades que hoje usam o Enem como mecanismo de seleção ou que empregam o desempenho dos alunos nessa prova como um dos critérios de pontuação estarão, também elas, se expondo à fraude.

Sim, dá uma trabalheira, inferniza a vida de um monte de gente, é caro. Mas não há outro modo de se cumprir a Constituição a não ser cancelar a prova. É o “Custo Incompetência!”

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