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Reinaldo Azevedo

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Os governistas na CPI. Por que me lembrei de Kubrick

A CPI se transformou num espetáculo grotesco. Os governistas não estão presentes à comissão para obter informações ou para tentar entender o caso. Estão lá para tentar desqualificar André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Acabo de assistir à intervenção da deputada Perpétua Almeida, do PC do B do Acre. Ela usa uns óculos […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 19h29 - Publicado em 20 Maio 2008, 16h01
A CPI se transformou num espetáculo grotesco. Os governistas não estão presentes à comissão para obter informações ou para tentar entender o caso. Estão lá para tentar desqualificar André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

Acabo de assistir à intervenção da deputada Perpétua Almeida, do PC do B do Acre. Ela usa uns óculos moderninhos. Óculos modernos na tal Perpétua são uma espécie de encontro das eras, de encontro dos tempos. É como se um homem de neandertal usasse laptop. No filme Uma Odisséia no Espaço, de Kubrick, ela ainda estaria naquela fase em que se joga o osso pra cima.

As CPIs degeneraram em pantomima. Por obra da base governista. Achei que os petistas fossem o ponto mais baixo a que poderia chegar os parlamentares. Mas havia Perpétua. Com seus óculos modernos.

Há pouco, chamou André de “dedo-duro” porque teria passado adiante um documento que lhe fora enviado por um amigo. André cumpriu sua obrigação: entregou o documento a seu chefe funcional. Segundo a tese de Perpétua, foi André quem deu um jeito de conseguir as informações com Aparecido…

Antes de Perpétua, petistas e governistas já haviam feito ilações as mais asquerosas, como tentar saber se a amizade entre André e José Aparecido era “quente ou fria”. Não se pratica baixaria em CPI sem a ativa colaboração dos “erres” de Ideli Salvatti (PT-SC). Chamando o tempo todo André de “você” — afinal, ele é só um servidor; não é uma excelência —, perguntou por que ele foi almoçar com Aparecido mesmo “depois de terem quebrado os potes”.

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Os governistas procuraram pontuar as suas intervenções de ilações jocosas, ambíguas, de caráter sexual. Imaginem se a gente tivesse em Brasília um daqueles tablóides ingleses que se interessam pela vida privada de autoridades.

Será que a senadora Ideli gostaria de ver a imprensa relatando a vida privada de parlamentares que costumam “quebrar os potes”? Acho que não… Não duvidem: mais alguns anos de poder petista, voltaremos da nave ao osso.

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