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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Obama lança o seu plano e deixa claro, de novo!, que tem um entendimento prejudicado do que é democracia

O presidente dos EUA. Barack Obama, anunciou no Congresso o seu plano de recuperação de empregos. Certo! Abaixo, seguem trechos da reportagem do G1 a respeito (íntegra aqui). Leiam. Volto depois. Plano de Obama para criação de empregos prevê corte de impostos O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira (8), um plano […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 10h50 - Publicado em 8 set 2011, 23h47

O presidente dos EUA. Barack Obama, anunciou no Congresso o seu plano de recuperação de empregos. Certo! Abaixo, seguem trechos da reportagem do G1 a respeito (íntegra aqui). Leiam. Volto depois.

Plano de Obama para criação de empregos prevê corte de impostos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quinta-feira (8), um plano de US$ 447 bilhões para criação de empregos, que prevê a redução de impostos para as pequenas empresas que contratarem. (…) “Todos aqui sabem que é nas pequenas empresas que os empregos começam. Então, para todos os que falam em criar empregos, esse plano é para você. As pequenas empresas terão redução de impostos para quem contratar”, disse o presidente. “O propósito é colocar mais pessoas de volta ao trabalho e mais dinheiro no bolso dos trabalhadores”.

“Ele vai criar mais empregos para trabalhadores da construção civil, mais empregos para professores, mais empregos para veteranos e mais empregos para os desempregados de longo prazo. Vai conceder redução de impostos para empresas que contratem novos trabalhadores e irá cortar à metade os impostos sobre a folha de pagamento de cada trabalhador americano e de cada pequena empresa”, afirmou.
(…)
Segundo Obama, os políticos em Washington devem “parar com o circo e fazer alguma coisa para ajudar a economia”. “Eu estou mandando a esse congresso um plano que vocês devem aprovar imediatamente. Não deve haver nada controverso nessa legislação. Deve ser aprovada por Democratas e Republicanos”, afirmou.
(…)
Parte do programa prevê a retomada do setor da construção civil, com a reforma do sistema de transporte do país, e reforma de escolas. “Há empresas privadas de construção esperando para voltar ao trabalho. Há pontes esperando para ser reformadas, há escolas pelo país que precisam desesperadamente de renovação”, afirmou. De acordo com ele, o programa vai reformar e modernizar pelo menos 35 mil escolas no país, a um custo de US$ 30 bilhões, enquanto a infraestrutura de transportes devem consumir outros US$ 50 bilhões.
(…)
Desemprego e popularidade em baixa
Em agosto, de acordo com dados do Departamento do Trabalho, não foram criados postos de trabalho no país, e a taxa de desemprego permaneceu em 9,1%. Com sua popularidade em mínimas recordes e a frustração dos eleitores diante do desemprego, Obama está sob intensa pressão para mudar a percepção de que ele tem uma liderança fraca.

(…)

Voltei
A economia americana vai mal, todo mundo, sobretudo os americanos, sabe, e Obama tem mesmo de apresentar mais um programa. Também tem o direito de tentar se reeleger, atribuindo à sua proposta características salvacionistas… Mas este “grande líder”, definitivamente, se esforça para terminar como o grande embuste da América…

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A cada vez que Obama trata os “políticos de Washington” como se ele próprio fosse um ser de outra natureza, de outra galáxia, que estivesse acima do mundo real em que transitam os outros políticos, eu penso que vivemos dias realmente perigosos.   Com que diabos, ele é o quê? Um demiurgo? O ET de Varginha? Eis aí o presidente daquele que ainda é — e assim será por muitos e muitos anos — o país mais importante do mundo.

Trata-se de uma abordagem inaceitável para pessoas minimamente civilizadas. Fosse ele um daqueles republicanos demonizados pela imprensa liberal (a esquerda possível por lá) americana e ou pela imprensa esquerdofílica mundo afora (incluindo a nossa), seria chamado de “fascista”. Mas se convencionou que ele pode falar essas besteiras porque, afinal, democrata que é, tem o monopólio do bem mesmo quando faz e fala besteira — a exemplo de alguns dos nossos esquerdistas aqui…

Obama está armando o seguinte TRUQUE ELEITORAL: se os republicanos concordarem com o plano dele, ele o chamará de “a salvação da América” — não será possível saber se deu certo ou não antes das eleições de novembro; se os republicanos o rejeitarem, então serão eles os culpados pela crise. O corolário é o seguinte: ou os adversários o ajudam a fazer campanha eleitoral e a se reeleger ou serão responsabilizados pela crise. Luiz Inácio Apedeuta da Silva não faria melhor.

Como até algumas inteligências respeitáveis, lá fora e aqui, são vítimas desse suposto exclusivismo moral de Obama, que faria dele um homem sempre certo, mesmo quando errado, dirão que política é assim mesmo, que isso é parte do jogo. “Política é assim mesmo” em país bananeiro, onde a democracia costuma ser usada para solapar o próprio regime democrático.

Não, não estou dizendo que a democracia corra riscos nos EUA. Risco não corre, não, por enquanto ao menos. Mas a abordagem deste senhor é própria se quem não reconhece a sua extensão. Sim,  há uma crise na América. Obama é um dos seus sintomas.

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