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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura
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O VOZ DO PODEROSO MINISTRO DA PROPAGANDA

Leiam trecho de uma reportagem do Estadão Online. Comento depois. O ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Franklin Martins, que também participou da reunião com Lula, comentou que a oposição, ao invés de se preocupar com os maiores problemas do País, está se preocupando com a maior empresa do País, que mais ajuda a […]

Por Reinaldo Azevedo
Atualizado em 31 jul 2020, 17h38 - Publicado em 15 Maio 2009, 19h33
Leiam trecho de uma reportagem do Estadão Online. Comento depois.

O ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Franklin Martins, que também participou da reunião com Lula, comentou que a oposição, ao invés de se preocupar com os maiores problemas do País, está se preocupando com a maior empresa do País, que mais ajuda a criar emprego, investimento, gerar renda e enfrentar a crise. “A oposição deve saber o que está fazendo. A Petrobras é uma empresa pela qual o povo brasileiro tem um enorme respeito”, disse.

Comento
Franklin Martins é hoje um dos ministros mais poderosos do governo Lula. Deveria organizar a comunicação do governo e, eventualmente, ser o porta-voz de Lula. É mais do que isso. Transformou-se num divulgador de slogans e de propaganda política — eventualmente, de terrorismo político, como o que se vê acima.

Pior do que isso: conta com setoristas na imprensa e na subimprensa que espalham as suas verdades. Um deles chega a ser caricato no servilismo. Está sempre “apurando” o que Franklin quer que ele escreva, coitado! Tirem o “coitado” daí. Quem faz esse tipo de trabalho sabe muito bem por que o faz.

Haveria na fala de Franklin Martins um certo tom de ameaça? “A Petrobras é uma empresa pela qual o Povo brasileiro tem enorme respeito”. Parece-me que isso cheira a um flerte com uma campanha de demonização da oposição para transformá-la em inimiga da Petrobras.

Mais: este senhor deveria ser comedido e se declarar, quando menos, impedido de comentar pessoalmente o assunto — ou de vazar as suas opiniões. A razão é simples: uma dos principais imbróglios envolvendo a Petrobras diz respeito justamente ao pagamento de royalties arbitrado pela ANP — Agência Nacional de Petróleo —, de que Victor Martins, seu irmão, é diretor. O tal documento da PF, é bom lembrar, acusa Victor de irregularidade. Franklin não é a melhor pessoa para tratar do caso. Não convém confundir coisas que digam respeito à família Martins com os interesses nacionais.

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