O “Veta, Dilma!”, o pum dos dinossauros da ideologia e o saldo final, favorável à presidente
Eu não tenho dúvida de que a presidente Dilma Rousseff vai vetar partes do novo Código Florestal. Duvido muito que vá vetar o texto na íntegra, conforme quer o marinismo, pilotando o seu pterodáctilo ambiental. É preciso sempre recuperar o que foi escrito porque vivemos um tempo de memória curta, coalhado de vigaristas doidos para […]
Eu não tenho dúvida de que a presidente Dilma Rousseff vai vetar partes do novo Código Florestal. Duvido muito que vá vetar o texto na íntegra, conforme quer o marinismo, pilotando o seu pterodáctilo ambiental. É preciso sempre recuperar o que foi escrito porque vivemos um tempo de memória curta, coalhado de vigaristas doidos para atribuir àquele que consideram adversário o que este não escreveu. E eu escrevi no dia 24 de abril (e havia expressado opinião idêntica antes):
“(…) já afirmei que o melhor teria sido Piau botar pra votar o texto saído do Senado, com uma alteração ou outra. Acho que essa mudança que ele fez pode representar um tiro pela culatra. Contra o ‘ruralismo’? Não! Contra o bom senso. O onguismo ambientalista, ricamente financiado por ONGs estrangeiras, está doido para melar o processo porque não gosta do texto que saiu do Senado. Assim, acho que Piau não foi exatamente prudente ao propor algumas alterações.”
Isso quer dizer que eu achava prudente que se votasse, como base, o texto do Senado, que já tinha sido escoimado das maiores loucuras dos reacionários ditos ambientalistas, que odeiam a produção agropecuária e querem que pobre viva de comer luz — já que eles podem abastecer a despensa, com o rico dinheirão que ganham das ONGs, nas gôndolas do Pão de Açúcar e do Carrefour. Dilma deve recorrer ao veto de trechos e suprir as lacunas com uma Medida Provisória. Em tese, o Congresso pode derrubar o veto, rejeitar a MP etc. Duvido que o confronto vá até aí.
Dilma saiu ganhando, isto sim!
Não há nada de “criminoso” no texto de Piau, como afirma a turma que estuda o pum dos dinossauros. Nada! Isso é uma mentira cretina, típica desses tempos em que rematados ignorantes se arvoram em defensores da natureza e críticos do ruralismo. A maioria numa viu uma plantação de feijão. “Precisa já ter visto uma lavoura para defender a natureza?” É preciso ao menos conhecer o ciclo da produção de alimentos e ter clareza da importância que esse setor da economia representa para o Brasil, especialmente para os pobres.
Na verdade, se Dilma tivesse encomendado um relatório a Piau, o texto não lhe teria saído, ainda que por caminhos meio tortos, tão favorável. Por que digo isso? Tivesse havido a aprovação pura e simples da proposta do Senado, o ambientalismo teria chiado. Estava descontente com o governo. Acusava-o de omisso. A turma queria, na prática, impedir até a produção de leite em Minas Gerais… Em matéria de provocar a fome, essa gente não brinca em serviço. Mas voltemos: o fato é que Dilma está longe de ser a preferida dos ecodoidos e ecochatos. Assim, ela tinha uma espécie de déficit de reputação junto aos “defensores da natureza”…
Dado o novo texto, Dilma tem a chance de ganhar pontos junto a esse grupo, recuperando o texto original do Senado (que já não era do agrado da turma) ou até menos do que isso. Vale dizer: alguns vetos só contribuirão para reforçar a imagem positiva da presidente. A política, em suma, não é linear. A Câmara aplicou duas derrotas ao Planalto na votação do Código Florestal. No Senado, houve, no máximo, um empate. O saldo era ruim para a Dilma. No fim da história, ela vai sair como heroína do meio ambiente, ainda que o texto deva ficar distante das pretensões iniciais dos estudiosos do pum dos dinosauros e do pum da civilização…







