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Reinaldo Azevedo

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O segundo piti de Lewandowski. Ou: Ele não participou porque faltou ao trabalho naquele dia…

No post anterior, vocês leram o primeiro piti que teve Ricardo Lewandowski nesta quarta. Não se deu na sessão do julgamento do mensalão. Mas estava relacionado com ele. O que fez o ministro revisor desse processo? O que tem feito ao longo destes dois meses e meio: mostrar seu inconformismo com as decisões dos demais […]

Por Reinaldo Azevedo 17 out 2012, 20h10 | Atualizado em 31 jul 2020, 07h37
O segundo piti de Lewandowski. Ou: Ele não participou porque faltou ao trabalho naquele dia… Priorizar nos meus resultados Google

No post anterior, vocês leram o primeiro piti que teve Ricardo Lewandowski nesta quarta. Não se deu na sessão do julgamento do mensalão. Mas estava relacionado com ele. O que fez o ministro revisor desse processo? O que tem feito ao longo destes dois meses e meio: mostrar seu inconformismo com as decisões dos demais ministros.

Reparem ali no post anterior: ele retomou a questão debatida no primeiro dia do julgamento do mensalão: o fato de o processo ter sido mantido unificado no Supremo. Lewandowski, como é sabido, queria desmembrá-lo, seguindo orientação de Márcio Thomaz Bastos, que fez esse pedido. Nota sobre o passado: anteriormente, o revisor já havia votado CONTRA o desmembramento. Mas mudou radicalmente de ideia. Não é a primeira vez que faz isso…

Como reagiu Gilmar Mendes? Ora, contestou a sua avaliação! Não podia? Se Lewadowski evoca, de forma extemporânea, o julgamento do mensalão, expressando um ponto de vista que foi derrotado no Supremo por, atenção!, DEZ A UM, por que não pode ser contraditado? O homem está nervoso! O homem está tenso. Disse que não é aluno de Gilmar Mendes. Que pena!

O segundo piti
O revisor do mensalão achou que um só chilique era pouco. Resolveu ter o segundo. Na volta do julgamento, depois do intervalo,  o relator, Joaquim Barbosa, propôs uma sessão extra na próxima terça-feira para tentar dar cabo do julgamento na semana que vem.

A decisão de sessão extra é do presidente do Supremo — no caso, Ayres Britto, que costuma ouvir o plenário, o que não precisaria fazer. A decisão, reitero, é sua. Ao ser ouvido, Lewandowski resolveu fazer um novo muxoxo, tentando provocar outro confronto, tão inaceitável quanto o anterior. Afirmou que não havia sido consultado sobre o cronograma desse julgamento e que, pois, preferia se abster sobre uma nova sessão. Ele não cumpriu a palavra. Já chego lá. Antes, é preciso fazer um esclarecimento.

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Lewandowski não participou da sessão que definiu o cronograma — na verdade, os ministros decidiram a data do início de julgamento e o número de sessões semanais — PORQUE NÃO QUIS. Não participou porque FALTOU À SESSÃO. Não participou porque, de forma deliberada, faltou à reunião previamente marcada, com agenda conhecida. No seu chororô ressentido, ficou parecendo que fora discriminado.

Não se absteve coisa nenhuma!
Embora tenha anunciado que se absteria, ele não se absteve coisa nenhuma! Reclamou que a sessão extra impediria a reunião da segunda turma do Supremo, que ele preside; que havia excesso de trabalho etc. e tal. Barbosa respondeu que todos estão assoberbados, mas que é preciso pôr um ponto final num julgamento que já vai para três meses. O revisor, de novo, se abespinhou, como se o outro estivesse querendo, imaginem!, apressar o julgamento…

Britto não deu curso à tentativa de criar um novo tumulto e passou a ouvir os demais ministros. Lewandowski levou carão até de Dias Toffoli, que preside a primeira turma, que também tem reunião às terças: “A decisão é do presidente; eu sou presidente da Primeira Turma e decido se cancelo a sessão ou se marco uma sessão para outro dia”. Na mosca! Se o revisor do mensalão acha que a sua Segunda Turma terá o trabalho prejudicado, que marque sessão para outro dia, ora…

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Não sei, não… É grande a chance de que venha barulho por aí… Marco Aurélio lembrou que uma das razões da sessão extra é o fato de que Barbosa tem de se ausentar do tribunal daqui a alguns dias para tratar da saúde, o que está agendado faz tempo. Posso ter percebido errado, mas acho que Lewandowski promete se alongar muuuito no seu voto.

O ministro parece disposto a repetir no epílogo do julgamento o comportamento exibido no prólogo, sem medo do vexame.

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