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Reinaldo Azevedo

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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

O que Reinaldo, o diabo coroa, ensina a Erundina, a diaba velha

Na democracia, candidata, “pacta sunt servanda”. Ou se respeitam as leis e os tribunais, ou se pega na metranca

Por Reinaldo Azevedo 18 ago 2016, 00h09 | Atualizado em 30 jul 2020, 22h04
O que Reinaldo, o diabo coroa, ensina a Erundina, a diaba velha Priorizar nos meus resultados Google

Diz a máxima que o diabo é diabo porque é velho, não porque é sábio. Assim, aos 54, 55 depois de amanhã, não vou eu dar lições a Luíza Erundina, 81. Fico com vontade de lançar um “pacta sunt servanda”, né? O que foi combinado deve ser cumprido. Os pactos devem ser respeitados.

Se não é assim, dona Erundina, não há democracia — não que o PSOL se incomode muito com isso. Nas universidades públicas, o partido costuma fazer parte da minoria de esquerdistas que tiraniza as maiorias, com suas greves insanas. Adiante!

Segundo as regras da nova lei eleitoral — DA QUAL EU NÃO GOSTO, DEIXO CLARO!!! —, apenas os partidos cujas bancadas têm pelo menos dez deputados têm presença garantida nos debates.

De saída, observo que sou contra qualquer restrição dessa natureza. Os veículos deveriam ser livres para fazer debates com quem lhes desse na telha. Mas, existindo uma regra, dez é um número, de fato, ridículo. Deveria ser, no mínimo, 26 — ou 5% da Câmara. Entenderam meu ponto?

Mas Erundina quer ainda menos! O seu PSOL tem seis deputados federais. É o apoio que o partido conseguiu amealhar com suas propostas destrambelhadas. Mesmo assim, Erundina, contra a legislação, quer fazer parte dos debates. Seu partido, aliás, entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a nova regra. Ok. O normal seria aguardar a decisão do Supremo.

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Não quando se é Erundina e se está no PSOL. O partido deu início a uma campanha na Internet contra Marta Suplicy (PMDB), João Doria (PSDB) e Major Olímpio (SD), que se opuseram à presença da “socialista com liberdade”, pedindo, ora, ora, que a lei seja observada.

Na Internet, os psolistas estimulam seus seguidores virtuais — certamente em número maior do que os reais, ou o partido teria mais deputados… — a cobrar a presença de Erundina no debate e a trolar aquele trio em suas respectivas páginas.

Segundo reportagem na Folha, um dos participantes escreveu na página de João Doria: “Tá com medo dos seus eleitores começarem a pensar e votar na Erundina? #QueroErundinaNosDebates! Aqui é democracia”.

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Claro, claro…

Por que Erundina parece ter razão? Ela aparece na pesquisa Datafolha com 10% das intenções de voto. Já Dória e Olímpio têm, respectivamente, 6% e 3%. Sei…

O que o diabo coroa diz à diaba velha? “Pacta sunt servanda.” Se o STF concordar com o PSOL, volta-se a conversar. Se não concordar, vale a lei. Se o PSOL não gosta da lei, que tente mudá-la.

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Afinal, a disputa eleitoral não é uma “fefeléchi” da USP ou uma das faculdades de humanas das universidades públicas, onde o PSOL, junto com outros extremistas, impõe a sua ditadura de minoria.

De resto, é evidente que os 10% de Erundina não pertencem ao PSOL, mas a Erundina. Também para a eventual melancolia dos vermelhinhos raivosos, as candidaturas pertencem aos partidos, não aos candidatos.

Se o PSOL não aceita a democracia, que pegue na metranca, em vez de optar pelo chororô.

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