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Reinaldo Azevedo

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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura
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O pacote é bom! Por isso mesmo, as esquerdas vão chiar! Que chiem!

Os companheiros já anunciaram que votarão contra qualquer medida, mesmo que concordem com elas... Assim, o governo deve ignorar essa turma e falar com a população

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 30 jul 2020, 22h39 - Publicado em 24 Maio 2016, 17h46

A boa notícia no conjunto de medidas anunciado nesta terça é que não traz, por enquanto, aumento de impostos. O sentido das ações é claro: controlar os gastos. Em uma década, o jumentismo econômico petista fez com que eles aumentassem 93% acima da inflação. Ora, é claro que isso traz consequências. Listo algumas:
– o partido do poder consegue quatro eleições seguidas;
– o país tem de fabricar uma recessão cavalar para sair do abismo;
– o desemprego assume proporções alarmantes.

Entenderam? Quando certo senhor disse que não existe almoço grátis em economia, estava dizendo, quero crer, entre outras coisas, exatamente isto: quem gasta como se não houvesse amanhã vai pagar um preço.

É claro que não será fácil. O governo quer, por exemplo, que o orçamento do ano em curso seja majorado, no máximo, pela inflação do ano anterior. Ora, não poderá haver áreas com orçamento vinculado à receita, casos, por exemplo, da saúde e educação. E não deve ter mesmo. Isso é uma loucura. Entre outra razões porque impede o governo de fazer remanejamentos. É uma das fontes da sangria.

O pacote  proíbe também novos subsídios, a menos que se aponte receita nova. Perfeito. A dívida do BNDES com o Tesouro, da ordem R$ 100 bilhões, pode ser antecipada. Há dificuldades legais a vencer. E serão incorporados ao Tesouro os R$ 2 bilhões do Fundo Soberano do Pré-Sal, uma ação que claramente micou, com a crise interna e a crise no mercado de petróleo. O dinheiro está lá parado, pra nada.

As esquerdas, que conduziram o país para o buraco, vão chiar? Ah, vão, sim! Mas elas já disseram que votarão contra até mesmo quando concordarem com as medidas. Assim, se, para elas, não faz diferença ser isso ou aquilo, que se faça, então, isso. É a coisa certa.

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Ora, é claro que vão chiar e vão tentar botar suas pequenas tropas na rua. O governo não pode é se intimidar. É bom que a gente se lembre que essa turma será sempre minoritária. Fazer barulho não quer dizer ser maioria. Muito menos não é sinônimo de ter razão.

O presidente Temer precisa agora fazer uma síntese da herança maldita que encontrou e ir a público, em rede nacional de rádio e televisão, para dar ciência à população. Não só isso: na era da informação digital, é preciso criar um site da transparência, de consulta fácil, com os números da economia e sua evolução. Não dá para deixar o petismo e a esquerda mixuruca vencerem a batalha da informação — ou melhor: não dá para a desinformação vencer a informação.

O PT quebrou o país e o estava conduzindo ao abismo. As medidas de agora buscam resgatar a confiança para que possamos voltar a crescer e a distribuir renda. É simples assim. Trata-se de reconstruir a economia a partir dos escombros do petismo.

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