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O lado escuro da Força – Inquérito cita Paulinho 75 vezes

Por Fausto Macedo e Roberto Almeida, no Estãdão:O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, pediu arquivamento do caso BNDES ao corregedor da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE), alegando que seu nome foi citado apenas três vezes na investigação da Polícia Federal. Mas o inquérito Santa Tereza, missão conjunta da PF com a […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 5 jun 2024, 20h58 - Publicado em 18 Maio 2008, 07h33
Por Fausto Macedo e Roberto Almeida, no Estãdão:
O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, pediu arquivamento do caso BNDES ao corregedor da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE), alegando que seu nome foi citado apenas três vezes na investigação da Polícia Federal. Mas o inquérito Santa Tereza, missão conjunta da PF com a Procuradoria da República que apura desvios de verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, revela que o nome do parlamentar é citado pelo menos 75 vezes.
Apenas no relatório 10, o último produzido pela Polícia Federal, Paulinho aparece 26 vezes – ora é citado pelas iniciais PA, ora é Paulinho, ora é o deputado federal Paulo Pereira da Silva.
Também é “chefe” e “chefe maior” de João Pedro de Moura, o lobista a quem os federais atribuem papel crucial no esquema BNDES, e do coronel Wilson Consani, apontado como araponga de Paulinho para missões ainda não esclarecidas. O pedetista é mencionado em todas as etapas da investigação, passo a passo, inclusive na fase que antecedeu a operação e também após as prisões, que foram realizadas na manhã de 24 de abril.
Até conversas dele ao telefone estão lançadas nos autos da Operação Santa Tereza. Longos diálogos, um deles com o advogado Ricardo Tosto, ex-conselheiro do BNDES – no qual, para a Procuradoria da República, Paulinho planeja desqualificar a investigação, usando de suas influências políticas na Câmara para pressionar a PF e o ministro da Justiça, Tarso Genro.
Paulinho é citado freqüentemente, muitas vezes na transcrição de diálogos entre os mentores do golpe, outras vezes em anotações e observações dos analistas federais, responsáveis pelas interceptações telefônicas e procedimentos de vigilância externa dos alvos da operação.

MOCHILA

Até filmado ele foi, dentro da Câmara, ao lado de Moura, seu antigo aliado. Os federais seguiam o lobista e o pegaram entrando no gabinete de Paulinho com uma mochila.
Os investigadores associam Paulinho aos nomes mais importantes na estrutura da organização que se infiltrou em administrações municipais e no BNDES. São três os nomes mais próximos a Paulinho, segundo a PF: Moura, que está preso no Cadeião 2 de Guarulhos, Consani, homem de confiança do deputado, e Tosto.
“Em áudio capturado na data de 23 de abril, às 23h53:29, coronel Consani, assessor de Paulinho na Força Sindical, conversa com Paulinho (deputado federal Paulo Pereira da Silva)”, assinala relatório da PF. “Falam a respeito da operação que está prestes a ser deflagrada.”
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