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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

O festival de besteiras de novos ministros, com destaque para Mercadante

A posse de vários ministros, ontem, forneceu já vasto material para o futuro febeapá (Festival de Besteiras que Assola o País) do governo Dilma. Tivemos Ideli Salvatti (Pesca) – aquela que não distingue uma tilápia de um pirarucu – indignada porque se referem a ela de modo jocoso, indagando quando peixes ela já pescou na […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 13h14 - Publicado em 4 jan 2011, 05h29

A posse de vários ministros, ontem, forneceu já vasto material para o futuro febeapá (Festival de Besteiras que Assola o País) do governo Dilma. Tivemos Ideli Salvatti (Pesca) – aquela que não distingue uma tilápia de um pirarucu – indignada porque se referem a ela de modo jocoso, indagando quando peixes ela já pescou na vida. Garibaldi Alves Filho, da Previdência, admitiu: Dilma certamente preferiria alguém mais qualificado do que ele para o cargo, de que não entende nada. E lembrou que Edson Lobão, nas Minas e Energia, padece de seu mesmo mal. Maria do Rosário, dos Direitos Humanos, tentou convencer os militares de que a tal Comissão da Verdade – porta aberta para o revanchismo – é uma coisa boa para os próprios militares… Mas foi o inexcedível Aloizio Mercadante, ministro da Ciência e Tecnologia, a dar um show.

Atrasado na ciência ao menos uns 200 anos, o valente disparou que o Brasil “será o primeiro país tropical desenvolvido”. A Austrália sofre com uma enchente dos diabos agora, mas não se ouve falar de grandes catástrofes humanas justamente porque se trata de um país… desenvolvido!!! E, saiba o ministro Mercadante, também “tropical”, com um dos maiores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo.

A bobagem revela uma cabeça atrasada, sem o devido preparo intelectual para o cargo. E pensar que esse portento obteve há três semanas o título de “doutor em economia” pela Unicamp – com uma “tese” cantando as glórias do governo Lula! A suposição de que o clima determina o grau de desenvolvimento (e o Brasil seria o primeiro a superar o entrave) está lá com as teorias deterministas do fim do século 18 e do século 19, que associavam o calor ao atraso e à indolência. Montesquieu, que prestou serviços relevantes ao pensamento, estava certo de que muito calor conduzia à tirania…

Se é para exaltar o pioneirismo do PT, Mercadante não se importa em extinguir a Austrália ou em aderir às teses as mais esdrúxulas. O homem é um empirista. Se as nações mais ricas estão nas áreas mais frias da Terra, e as mais pobres, nas mais quentes, isso deve querer dizer alguma coisa… Mas o quê???

Há pouco, ouvi cantar alguns galos ao longe. Não demora, vai amanhecer. Sempre amanhece depois que eles cantam. Mercadante é do tipo que acredita que, caso matemos todos os galos, o mundo cai numa noite eterna…

Ele vai cuidar da ciência e da tecnologia! Protejam os seus galos!

PS – E os petralhas ainda perguntavam: “Sem Lula, vai escrever sobre o quê?” Pois é…

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