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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura
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O fascismo nas ruas – O protesto analfabeto de seis deslumbrados em Paris

Agora é assim: basta que seis analfabetos universitários — uma categoria que cresceu muito (há números a respeito) na era petista resolvam fazer um protesto contra autoridades brasileiras em Paris e pronto! Isso vira manchete no Estadão Online. Se for contra o governador Geraldo Alckmin (PSDB), então, aí é mel na sopa. Abro o Estadão […]

Por Reinaldo Azevedo
Atualizado em 31 jul 2020, 06h02 - Publicado em 12 jun 2013, 19h10

Agora é assim: basta que seis analfabetos universitários — uma categoria que cresceu muito (há números a respeito) na era petista resolvam fazer um protesto contra autoridades brasileiras em Paris e pronto! Isso vira manchete no Estadão Online. Se for contra o governador Geraldo Alckmin (PSDB), então, aí é mel na sopa. Abro o Estadão Online e encontro lá os seguintes título e texto:

Alckmin e PT são alvo de protesto em Paris
“O governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o PT foram alvo de um protesto de estudantes brasileiros em Paris. Com cartazes nos quais se lia (sic) frases como “Alckmin, o vândalo é você” e “PT de mãos dadas com o facismo (sic) tucano”, os jovens pediam a libertação dos presos no protesto de terça-feira à noite, entre os quais um jornalista detido entre os manifestantes.
(…)” 

Já falo sobre o jornalista. Mais adiante, a gente lê:
“A manifestação em Paris reuniu menos de dez brasileiros que se concentraram em frente ao Hôtel de Matignon, a sede do primeiro-ministro da França, Jean-Marc Ayrault, com quem Alckmin se encontrou às 18h.”

Menos de dez?
Quanto é menos de dez?
Informo: SEIS!

Já contei aqui que a minha primeira providência quando fui chefe de jornal foi proibir a palavra “esposa”. A segunda foi exigir o uso adequado do “cerca de”. Havia textos que diziam coisas como “cerca de 37 pessoas…” Pois é: “menos de dez” se insere entre as coisas contáveis, não?

Personalizando ou não?
Outra coisa notável no texto e na edição do Estadão é que, no caso do tucano, há a personalização: “Alckmin” foi alvo do protesto. Já Fernando Haddad — que é, afinal, quem reajustou a passagem — é poupado. Nesse caso, o protesto foi contra o… PT!

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Quem são os espancadores da língua?
Vejam esta foto.

Informa ainda o texto do Estadão:
“A ideia [do protesto] foi da jornalista Jaqueline Nikiforos, mestranda em Literatura da Sorbonne. ‘Foi em solidariedade às pessoas presas, às manifestações e às reivindicações contra o aumento da tarifa de transporte em São Paulo’, justificou. ‘Nós somos contra todas essas prisões. O esforço de se manifestar dessas pessoas não pode ser reduzido a vandalismo.’

Bia Barbosa, mestranda e jornalista que colabora com o portal de esquerda Carta Maior, também participou da manifestação e protestou contra a prisão do também jornalista Pedro Ribeiro Nogueira, detido entre os manifestantes. ‘Ele defendeu uma menina e está sendo acusado de formação de quadrilha, para você ter uma ideia’, argumentou.
(…)”

Retomo
Ah, bom! A “Carta Maior” é aquele site de esquerda financiado pela Petrobras, onde brilham a sabedoria e a destreza ortográfica e sintática de Emir Sader. Olhando um dos cartazes do protesto, faz sentido…

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Quanto à tal Jaqueline Nikiforos… Fiz uma pesquisa rápida e descobri que a moça tinha sido assessora do ex-deputado Raul Marcelo, do PSOL. Seria filiada? Recorri ao site de consulta do TSE e batata! Trata-se de uma militante do PSOL em… Paris! Convenham! Ninguém é de ferro! Socialismo com liberdade é o tipo de casamento só possível às margens do Sena. Duro é encarar esse troço na periferia de Diadema. 

Analfabetismo
Vejam a foto. Uma das moças segura um cartaz que diz: “PT de mãos dadas com o facismo tucano”. Sim, “fascismo” está escrito sem “s”. Alguém diria: “Pô, Reinaldo, é que eles já estão confundindo a sua língua de origem com a do país estrangeiro”. Bem, só para lembrar, também o idioma de Voltaire inclui o “s” em “fascisme”. É claro que ainda não existia tal vocábulo no tempo de Voltaire, mas estupidez já havia… Sim, resta a hipótese do analfabetismo nos dois idiomas — além do analfabetismo político.

É impressionante que a selvageria a que se assistiu nas ruas de São Paulo seja chamada de direito de manifestação pela elite deslumbrada que estuda em Paris.

É impressionante que essa elite deslumbrada não saiba escrever “fascismo”, embora o pratique com grande destreza.

É impressionante que uma manifestação de seis — SEIS — militantes políticos ganhe destaque na imprensa brasileira.

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Eis o estado geral das artes.

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