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Reinaldo Azevedo

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O desassombro dos culpados

Na Folha de S. Paulo desta sexta. Volto depois Jantar realizado ontem em homenagem ao deputado federal João Paulo Cunha virou um ato de apoio aos petistas que são réus na ação sobre o mensalão no STF. “Eu sei de companheiros que não vieram por medo”, disse João Paulo. José Dirceu e José Genoino não […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 6 jun 2024, 09h14 - Publicado em 31 ago 2007, 04h32

Na Folha de S. Paulo desta sexta. Volto depois

Jantar realizado ontem em homenagem ao deputado federal João Paulo Cunha virou um ato de apoio aos petistas que são réus na ação sobre o mensalão no STF. “Eu sei de companheiros que não vieram por medo”, disse João Paulo. José Dirceu e José Genoino não estiveram no encontro, que reuniu cerca de 150 pessoas. “Se a gente ficar parado, eles [a elite e imprensa] vão pisar na nossa cabeça”, disse o deputado, que foi absolvido no processo de cassação na Câmara em 2006. Todos os discursos atacaram a “mídia” e os jornalistas no evento foram vaiados. O encontro foi realizado em uma churrascaria na Saúde, zona sul de São Paulo, mas o cardápio contou com pizza e salgadinhos. O dirigente petista Sérgio Ribeiro justificou: “[A pizza] é emblemática para nós porque estamos sendo assados”.Assinante lê mais aqui

Voltei
Imaginem se um outro partido vaiasse a imprensa num evento. Nunca mais se levantaria. O PT “conquistou” mais esse direito. Quando a hostilidade à mídia teve início — no começo, era coisa das tendências mais radicais —, muita gente acreditava que tal coisa não fosse prosperar. Eis aí. Eles investiram pesado — dinheiro inclusive (a TV de Franklin Martins) — na suposição, falsa, de que existe uma mídia oposicionista. Com isso, pretendem ter licença para fazer qualquer coisa. Denunciados ou relatados, acusam conspiração. E, como se vê e se sabe, não têm mesmo limites. Se necessário, atacam o Judiciário de um modo como ninguém ousou antes. Se condenados, dirão que tudo estava previsto; se inocentados, então se terá feito justiça. É o PT em ação. Para eles, só uma decisão do Supremo seria legítima: a recusa da denúncia.

Eles sabem. É a voz da experiência. Quando o PT atirava primeiro para apurar depois, viu lideranças de outros partidos se encolhendo, com receio do que viria. Muita gente inocente fechou-se em si mesma, deprimida, constrangida pelo assédio da máquina de moer reputações em que o petismo, de mãos dadas com setores do Ministério Pública, havia se transformado. Os petistas entenderam que esse comportamento acuado dos inocentes não lhe serve. Eles têm a coragem e o desassombro dos culpados.

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