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Noblat: bom companheiro?

Um jornalista pode errar por burrice, desinformação, falta de conhecimento dos princípios da profissão, companheirismo ou mau-caratismo.Algumas coisas eu sei que Ricardo Noblat não é. Não é burro, não é desinformado, não lhe falta experiência técnica. Ele responde a alguns leitores que fizeram comentários em seu blog sobre o caso Diogo Mainardi-Franklin Martins. O que […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 22h31 - Publicado em 22 abr 2007, 05h28
Um jornalista pode errar por burrice, desinformação, falta de conhecimento dos princípios da profissão, companheirismo ou mau-caratismo.
Algumas coisas eu sei que Ricardo Noblat não é. Não é burro, não é desinformado, não lhe falta experiência técnica. Ele responde a alguns leitores que fizeram comentários em seu blog sobre o caso Diogo Mainardi-Franklin Martins. O que segue abaixo, em vermelho, são respostas de Noblat. E o que vai em azul são observações minhas.

Em 2005, três dias antes de o Supremo Tribunal Federal livrar a cara do então governador de Brasília Joaquim Roriz em um processo, recebi a informação de que ele seria inocentado, sim. E de que só haveria um voto contra ele. Publiquei isso aqui. E assim se deu. Depois fui elogiado por alguns leitores por ter antecipado a notícia. Como eu soube? Não conto, do contrário trairia a fonte da informação ouvida sob a garantia de que sua identidade seria preservada.Noblat está apostando na confusão. No post a que ele se refere, ele disse que Joquim Roriz SERIA INOCENTADO. É diferente do caso Kennedy. O repórter da Folha disse que Diogo já havia sido condenado, como se a sentença já estivesse concluída. E o fez no dia 16. Só que a sentença ainda seria redigida. Deu como fato o que não era fato. Tanto é assim que a defesa de Diogo e da Abril só foi anexada ao processo no dia da própria sentença. O que Noblat faz dessa informação? Ignora? É o que se espera de um jornalista experiente? Se eu disser que eu e Noblat morreremos um dia, é batata. Se eu disser que ambos já morremos, neste dia 22, às 4h30, enquanto escrevo, é só uma mentira. Também há hipótese de que a morte de alguém seja antecipada pelo pistoleiro, não é, Noblat? Aí não é apuração, mas associação criminosa. Noblat sabe a diferença.

Não entrei no mérito das explicações oferecidas por Kennedy. Limitei-me a dizer que ele antecipou uma notícia que se revelou correta. E que qualquer jornalista publicaria uma notícia que lhe parecesse crível.
É falácia. Ele não antecipou coisa nenhuma. Ele disse que já existia uma sentença. E a sentença não existia. Se tivesse escrito: “A Folha apurou que o juiz vai condenar Diogo Mainardi”, com efeito, não haveria problema. Não para Kennedy, só para o juiz. Afinal, sentença redigida por um só teria uma única fonte possível de vazamento, certo? Como não existia sentença no dia 16, Kennedy praticou uma forma de adivinhação. Se acertou na decisão e até no valor da multa, bem, então estamos com um problema.

A informação revelou-se verdadeira com a publicação da sentença.
Mentira. A informação era falsa. Não existia sentença. Ou o juiz terá de admitir que fez uma sentença, vazada por alguém a Kennedy, antes de a defesa ser juntada ao processo.

Kannedy não errou. O que ele publicou estava certo.
Errou. Não existia sentença. O juiz é quem diz que não existia sentença. Ela é do dia 17. Kennedy afirmou, no dia 16, que Diogo já havia sido condenado. Não havia ainda. Isso é uma farsa. É Kafka na periferia.

Não menosprezo a lei. Não tinha as informações que a VEJA publicou hoje. Tanto que me apressei a trancrevê-las aqui. Se a sentença estava pronta antes de o juiz receber parte da defesa da revista e de Mainard, isso é grave, gravíssimo. Se a sentença de fato foi parar no site do tribunal antes da entrega de parte da defesa, é mais grave ainda. E o caso deve ser investigado – pela Justiça e por quem mais se interesse por ele, incluindo jornalistas.
Enfim um comentário sensato de Noblat na intenção ao menos, embora ignorando o principal da justificativa de Kennedy Alencar, de que trato em outro post.

Prefiro acreditar só no companheirismo de Noblat.

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