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Reinaldo Azevedo

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No Metrô, 61 demitidos. Serra e Portella estão de parabéns!

Por Catia Seabra e José Ernesto Credendio, na Folha desta terça. Volto em seguida: Três dias após o fim da greve de dois dias que quase parou o Metrô de São Paulo, julgada abusiva pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho), o governo José Serra (PSDB) anunciou ontem a demissão de 61 funcionários da companhia. Os […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 22h16 - Publicado em 7 ago 2007, 07h30

Por Catia Seabra e José Ernesto Credendio, na Folha desta terça. Volto em seguida:

Três dias após o fim da greve de dois dias que quase parou o Metrô de São Paulo, julgada abusiva pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho), o governo José Serra (PSDB) anunciou ontem a demissão de 61 funcionários da companhia. Os demitidos teriam aderido à greve. Embora o governo do Estado negue que se trate de represália, a Folha apurou que o corte seguiu orientação do próprio governador, transmitida no fim de semana a auxiliares. Serra determinara que deveriam ser exonerados especialmente os ocupantes de cargo de confiança que engrossaram o movimento grevista. Apesar de a greve ter sido considerada abusiva, a decisão do TRT não é suficiente para realizar demissões por justa causa. Mas, como os demitidos não são concursados, serão dispensados sob o argumento de mau desempenho.
O secretário José Luiz Portella (Transportes Metropolitanos) também divulgou ontem um pacote de medidas para reduzir o impacto de greves. O pacote prevê a contratação de cem funcionários -60 supervisores de tráfego e 40 operadores de trens. Além disso, o Metrô vai dar treinamento a 30 bombeiros e 300 supervisores, que serão deslocados para conduzir os trens durante futuras paralisações.
(…)O governo também publica hoje nos jornais um comunicado com forte ataque aos metroviários, que estariam envolvidos em “ações aventureiras e injustas”, em busca de apoio da opinião pública.

Voltei
O governador José Serra e o secretário José Luiz Portella (Transportes Metropolitanos) estão de parabéns. É assim que se faz. Essa gente precisa ser enfrentada. É evidente que as sete tentativas de greve no Metrô em sete meses, três parcialmente realizadas, duas das quais fora de qualquer pauta de negociação salarial, indicam uma radicalização puramente política. Trata-se de um esforço deliberado para tentar jogar a população contra o governo.

Vem por aí a mobilização dos trabalhadores da educação, depois de todo o funcionalismo. E assim vai. Tudo sob a batuta da CUT. Por isso, é preciso agir com firmeza, nos limites da lei — como se está fazendo — e partir para o debate com a sociedade. Quem paga o pato é a população. No domingo, Serra foi ao ponto: “A greve mostrou desprezo do sindicato pela população trabalhadora de São Paulo”. É isso mesmo. E cumpre ao governo fazer de tudo para que os paulistanos não sejam reféns da agenda da CUT, que comanda a fuzarca.

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