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Negociações para a venda da Nossa Caixa avançam

Por Carlos Marchi, no Estadão:A negociação entre o governo de São Paulo e a direção do Banco do Brasil para vender a Nossa Caixa avançou nas últimas semanas e está próxima de um fim bem-sucedido, afirmou ontem ao Estado um dos principais assessores do governo José Serra (PSDB). Nas últimas semanas, a venda da Nossa […]

Por Reinaldo Azevedo
Atualizado em 31 jul 2020, 18h39 - Publicado em 5 nov 2008, 04h57
Por Carlos Marchi, no Estadão:
A negociação entre o governo de São Paulo e a direção do Banco do Brasil para vender a Nossa Caixa avançou nas últimas semanas e está próxima de um fim bem-sucedido, afirmou ontem ao Estado um dos principais assessores do governo José Serra (PSDB). Nas últimas semanas, a venda da Nossa Caixa ao BB adquiriu variáveis políticas que interessam aos dois lados envolvidos no negócio.
Além de ter avançado no campo político, houve uma decisão judicial fundamental para o futuro da Nossa Caixa. Ontem, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu que os depósitos judiciais devem permanecer nos bancos públicos. Um dos principais atrativos da Nossa Caixa para os bancos privados – a começar pelo Bradesco -, era os depósitos judiciais que administra, avaliados em mais de R$ 16 bilhões.
Como o Bradesco, ou outro banco privado, não poderá ficar com esses depósitos, a Nossa Caixa perde boa parte de seu apelo. Para o Banco do Brasil, porém, ela continua sendo interessante. No mercado financeiro, avalia-se que o preço da Nossa Caixa possa variar de R$ 6 bilhões a R$ 10 bilhões.
Desde o anúncio da união do Itaú com o Unibanco, a direção do BB está obcecada em tomar decisões que devolvam ao mais antigo banco brasileiro um valor institucional que acaba de perder. A compra da Nossa Caixa não devolverá ao BB o primeiro lugar do ranking nacional de bancos, mas o deixará bem perto disso.
O governo Serra também enxerga variáveis políticas que lhe interessam. Se a Nossa Caixa for vendida ao BB e ajudar a reconstituir o valor institucional perdido, o governo paulista estará mais que fazendo um bom negócio: estará, também, ajudando o governo Lula a recuperar um de seus discursos mais caros, a defesa dos valores estatistas, ponto central na ideologia do PT. E isso, num ano que antecipa a sucessão presidencial, é um gesto simpático que pesa, pois Lula se livrará do estigma de ver o BB perder sua liderança secular justamente em seu governo.
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