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Muito acima ou muito além do pré-sal

(leia primeiro o post abaixo)Felizmente, durante um bom tempo, o das vacas muito gordas, alimentadas pelo período da economia mundial em que vigorou aquele tal “neoliberalismo”, o Brasil também pôde acumular gordura. Sempre a depender da intensidade e da duração da crise internacional, ela pode livrar o país do desastre, mas não, evidentemente, dos efeitos […]

Por Reinaldo Azevedo
Atualizado em 31 jul 2020, 18h33 - Publicado em 21 nov 2008, 17h48
(leia primeiro o post abaixo)
Felizmente, durante um bom tempo, o das vacas muito gordas, alimentadas pelo período da economia mundial em que vigorou aquele tal “neoliberalismo”, o Brasil também pôde acumular gordura. Sempre a depender da intensidade e da duração da crise internacional, ela pode livrar o país do desastre, mas não, evidentemente, dos efeitos da desaceleração nas economias centrais. O Lírico da Marolinha já quebrou a cara com as previsões erradas que lhe fizeram. E seus poetastros, agora, se mostram um tanto perdidos.

Se tudo vai bem no mundo, qualquer notícia serve para mais otimismo. Nova descoberta de petróleo no pré-sal? Viva! As ações da Petrobrás disparavam. “Mas como vamos tirá-lo de lá?” Dane-se! Daremos um jeito. Essa era uma pergunta tida como coisa de pessimista. “Gente, isso tudo é expectativa de reserva, hein… Não se tem tanta certeza. E também é uma coisa para o futuro…” Ah, olhavam para a sua cara com a suspeita severa de que você: a) não era um nacionalista; b) confundia a Petrobras com Lula.

Pois bem. As coisas agora mudaram de figura. E a Petrobrás continua com seus anúncios sobre as fantásticas reservas – hoje, foi a vez do pré-sal do Espírito Santo. A ministra Dilma também tentou nos dizer que a nossa Meca se encontra alguns quilômetros abaixo do solo… E aconteceu o quê? As ações da Petrobrás despencaram e arrastaram a bolsa.

“Pré-sal? Mas isso é pra quando?”
“Pré-sal? Mas como vamos fazer para tirar o petróleo de lá?”
“Pré-sal? Mas vamos extrair o óleo com que dinheiro?”

Essas perguntas passaram, agora, a fazer sentido. E o que fazia subir a ação da Petrobras agora a faz cair. As circunstâncias são outras. E o governo não está percebendo que é preciso ter decoro no otimismo. Se todos estão em pânico, e alguém está muito relaxado, ou está vendo o que ninguém mais enxerga e é, portanto, um demiurgo, ou está fingindo tranqüilidade. No caso em particular, acho que está havendo certo exagero no sorriso da aeromoça em meio à turbulência. É claro que ela não deve entrar em pânico. Mas é inútil fingir que o céu é de brigadeiro.

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