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Reinaldo Azevedo

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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura
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Marcha “daquilo” tem início em São Paulo. Ou: por que maconheiros, bicicleteiros, GLBTTXYZ e aborteiros estão juntos?

O título, evidentemente, é um gracejo, dadas as características da tal marcha. Vamos lá. Esrevi isto na madrugada: “Um monte de gente pode se juntar lá no vão do Masp e deitar falação em favor da liberdade de expressão, sem apologia das drogas e a incitação ao consumo de substâncias proibidas? Ah, isso pode!” Agora […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 11h50 - Publicado em 28 Maio 2011, 18h10

O título, evidentemente, é um gracejo, dadas as características da tal marcha. Vamos lá. Esrevi isto na madrugada:
“Um monte de gente pode se juntar lá no vão do Masp e deitar falação em favor da liberdade de expressão, sem apologia das drogas e a incitação ao consumo de substâncias proibidas? Ah, isso pode!”

Agora vamos ao que informa a Folha Online. Volto em seguida:
Por Eliane Trindade:
A PM providenciava, por volta das 16h, a liberação de duas pistas da avenida Paulista, região central da capital paulista, para os manifestantes darem início à Marcha da Liberdade.

Entre os presentes do ato, liberado neste sábado depois de uma reunião entre a PM e representantes do movimento que terminou às 14h10, estavam o secretário do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo, Eduardo Jorge, o escritor Marcelo Rubens Paiva e Soninha.

Neste momento, participam da marcha cerca de 4.000 pessoas, segundo cálculo inicial da PM. Na concentração no vão livre do Masp (Museu de Artes de São Paulo), que começou ao meio-dia de hoje, eram cerca de mil. Do lado da polícia, foram enviados 200 PMs e mais 60 que pertencem ao Batalhão de Choque.

A marcha pode ser realizada, segundo os dois lados, desde que não haja nenhuma referência a qualquer tipo de ato considerado criminoso pela lei como o uso de drogas e o aborto. Vetou-se material de qualquer tipo que faça referência à maconha, como camisetas e outros. Os participantes vão percorrer a avenida Paulista, seguir pela rua da Consolação e parar na praça da República, onde estão previstas intervenções artísticas.

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Uma das representantes da Marcha da Liberdade, Grabiela Moncau comentou que não se pode considerar uma vitória a realização da manifestação. “Parece que conseguimos algo que não temos direito”, disse ela. “A Constituição prevê o direito da liberdade de expressão.”

Os manifestantes, que portam flores que estão sendo distribuídas no ponto de concentração, aplaudiram a PM quando foi anunciada a liberação da Marcha da Liberdade. Os grupos se dividem entre músicos, artistas, movimentos raciais, GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros) e da Bicicletada, entre outros. Alguns estão com a boca amordaçada em protesto, outros carregam cartazes que tratam de liberdade de expressão e violência policial. Não há nenhum que se refira às drogas.

A manifestação está proibida desde a noite de ontem (27) por um mandado de segurança assinado pelo desembargador Paulo Antonio Rossi. O coordenador dos policiais disse que a PM não está descumprindo a lei. Segundo ele, há uma reunião em andamento. Se o ato se tornar igual à Marcha da Maconha, com apologia ao crime, aí sim poderá ocorrer a repressão a manifestantes.

Voltei
Se é como diz a reportagem, tudo bem! Eles querem fazer uma marcha sobre “aquilo”, sem afronta direta à lei, que é explícita em caracterizar como crime o incitamento ao consumo de maconha? Que o façam! Debater maconha ou qualquer outro tema não é — nem deve ser — proibido.  NUMA DEMOCRACIA, fazer a apologia de um ato considerado crime É —  E DEVE SER — PROIBIDO.

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Se a marcha seguir assim como a reportagem informa, tudo bem! Sinal de que as borrachadas da PM tiveram um efeito didático para os que recalcitraram em reconhecer a ordem democrática. Voltarei ao tema mais tarde — ao tema “democracia”, não maconha, que isso é coisa chata, típica de desocupados.

E não entendi uma coisa, embora não seja problema meu porque nem fumo maconha nem ando de bicicleta. Mas o que uma coisa tem a ver com outra? Maconha dá mais fôlego, enrijece os músculos, dá mais disposição para pedalar? O que se lê por aí é que pode ter um efeito relaxante… Fumar maconha seria um modo de andar de bicicleta? Andar de bicicleta seria um modo de fumar maconha? Mas que papo de maconheiro!!!

Também não entendi por que uma mesma marcha une maconheiros e defensores do assassinato de fetos. Nem eu, que não prezo a turma da fumacê, faria tal associação perversa. E menos ainda entendo por que toda essa gente, finalmente, guarda afinidades eletivas com os “GLBTTXYZ”… Seriam todos os esmagados pelo “sistema”?

Engraçado ver essa gente diversa reunida na praça. De todos eles, os mais, como posso dizer?, “severos” são os abortistas, não é?
– Os objetos de sua militância jamais terão a chance de escolher se fumam maconha ou não.
– Os objetvos de sua militância jamais terão a chance de escolher se andam de bicicleta ou não.
– Os objetos de sua militância não terão nem mesmo a chance dada aos GLBTTXYZ de reivindicar direitos e respeito.

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Abortistas são democratas que matam o ser humano pela raiz em nome da liberdade de expressão!

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