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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Mais uma derrota do Planalto. Ou: Sobre Picciani e casar-se com a amante

E a Câmara não deu quórum de novo para votar os vetos da presidente Dilma Rousseff. O governo está com um problema cognitivo importante. Se não resolvê-lo, vai continuar a quebrar a cara. Como eu torço pra que isso aconteça, espero que ignore o que aqui se escreve. Uma coisa é o petismo juntar meia […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 00h21 - Publicado em 7 out 2015, 16h22

E a Câmara não deu quórum de novo para votar os vetos da presidente Dilma Rousseff. O governo está com um problema cognitivo importante. Se não resolvê-lo, vai continuar a quebrar a cara. Como eu torço pra que isso aconteça, espero que ignore o que aqui se escreve.

Uma coisa é o petismo juntar meia dúzia de jornalistas, dizer que Lula está no comando (e está) e que tudo está resolvido. Isso pode ser noticiado aqui e ali, exaltando as qualidades místicas do demiurgo, outra coisa é ser verdade…

Uma dica a Jaques Wagner e a Ricardo Berzoini, que espero que eles não levem em conta: não confundam as informações que vocês plantam na imprensa com os fatos. Ler numa coluna de jornal, num site ou num blog um “agora vai” não significa voto em plenário. Como sabem, aliás, as excelências. As evidências estão em todo canto.

Já escrevi aqui e reitero: a forma como a reforma ministerial foi conduzida no PMDB criou fraturas que antes não existiam. E não adianta dar remédios velhos para novos males. Não funcionam. De resto, em política, o “traidor” é sempre uma figura, digamos, problemática. É como na vida amorosa: o sujeito que se casar com a amante nunca mais terá paz. Como saber se o que ela fazia não era por método. Leonardo Picciani pode estar em alta no Palácio do Planalto e no PT, mas, como a gente vê, não na Câmara.

Sim, Lula voltou ao comando, para a satisfação de alguns colunistas “isentos” como dona Marisa Letícia, mas também o Brasil que está aí não é o que ele deixou. Pode-se dizer, sem medo de errar, que é o que ele preparou…

A outra ilusão tola é supor que basta tirar Eduardo Cunha do meio do caminho, e tudo se resolverá. Em primeiro lugar, isso não é simples. Em segundo lugar, ainda que aconteça, a hipótese é falsa.

O governo conseguiu criar algum tumulto e empecilhos no caminho do impeachment? Conseguiu. Mas juntou a maioria necessária para governar com alguma tranquilidade? Não! 

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