LACAIOS MORAIS DE FIDEL 1 – OS PUGILISTAS E A VIGARICE
Um ano e meio depois, já não resta dúvida de que o governo brasileiro devolveu os dois pugilistas cubanos para a tirania dos irmãos Castro, negando-lhes refúgio (ler posts abaixo). Agora está claro, claríssimo. Para este blog, sempre esteve, conforme se nota em texto de 6 de agosto de 2007:*O Brasil se comportou como mero […]
*
O Brasil se comportou como mero braço da polícia secreta cubana e do regime assassino de Fidel Castro. É impressionante que poucos jornalistas tenham se ocupado do assunto ou lhe dado a devida dimensão. Preferiam bater na “classe média” que foi à rua protestar contra Lula — ah, esse bando de direitistas…
Mais: o Ministério Público havia decidido investigar se os cubanos tinham sido alvos de alguma abordagem ilegal — e se informou que ficariam no Brasil enquanto durasse a investigação. Mentira! Vejam lá: escrevi na sexta. No dia seguinte, eles já tinham ido embora. (…).
Vergonha. Escárnio. Voltamos aos piores tempos da ditadura militar, àqueles da Operação Condor, que previa a colaboração entre as polícias secretas das várias ditaduras latino-americanas, incluindo a brasileira. Vejam que ironia: os pugilistas cubanos, que, segundo a versão oficial, queriam voltar para casa, foram encontrados graças a um “serviço de inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública” — um órgão do Ministério da Justiça e bem mais próximo da Presidência da República do que a própria Polícia Federal.
As esquerdas, claro, fecharam a boca. Nem uma miserável palavra. O DEM protestou. Divulgou uma nota oficial de repúdio. PSDB, por meio do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), também reagiu. É isso aí. Este governo não dá asilo a dois atletas que querem fugir da tirania. Alega que eles estavam sem passaporte. O que ele recebe de braços abertos é um narcoterrorista, como Olivério Medina.
Em 1936, o governo de Getúlio Vargas deportou a judia alemã Olga Benário, mulher de Luiz Carlos Prestes, para a Alemanha nazista. Entregou-a à Gestapo. Estava grávida de sete meses. Ela não era flor que se cheirasse. Estava no Brasil para fazer a revolução comunista, a serviço da União Soviética — o golpe de 1935 fracassa, e ela e o marido são presos. Extraditá-la, no entanto, para seu país de origem, dado que judia e, ainda por cima, grávida, foi uma das muitas patifarias de Getúlio. Era o mesmo que condená-la à morte, o que acabou acontecendo: foi assassinada em fevereiro de 1942, numa câmara de gás do campo de Bernburg. Em 1945, Prestes sai da cadeia, alquebrado pela tortura e, acreditem!, dá apoio a Getúlio “contra os reacionários”!!! Há certas coisas na esquerda que não têm cura…
Sim, sei bem. Trata-se de coisas de escalas imensamente distintas. Estou apenas destacando a escola moral a que pertence essa gente. Fidel Castro, o patife perigoso, talvez exiba cenas dos dois pugilistas, felizes na ilha. Se houver, será só peça de propaganda. Sabemos que desertar, ou tentar fazê-lo, é dos crimes mais graves que se podem cometer naquela tirania homicida.
A forma com que foram deportados também lembra o Estado de terror: sem qualquer apelo, sem qualquer chance, sem que pudessem ser ouvidos. Traficantes que entram no país com cápsulas de cocaína no estômago e no intestino dão entrevistas. Dois garotos fugidos da ditadura comunista foram mantidos incomunicáveis. Pra quê? O que o Brasil efetivamente ganha entregando ao calabouço dois inocentes? Nada. Apenas reforça a sua condição de país líder dos “alternativos” na América Latina, que fazem a sua política externa sem se vergar às pressões dos EUA.
Essa gente é um lixo.







