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Reinaldo Azevedo

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Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura
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Imprensa 2 – Jornalista denuncia controle político na TV Pública

Por Daniel Castro, na Folha. Volto depois:Primeiro âncora da TV Brasil, o jornalista Luiz Lobo, 42, afirma que o Palácio do Planalto interfere no jornalismo praticado pela TV pública federal, lançada pelo governo Lula, em dezembro, com a promessa de que não seria uma emissora chapa-branca. “Existe, sim, interferência do Planalto lá dentro. Há um […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 19h40 - Publicado em 7 abr 2008, 06h29
Por Daniel Castro, na Folha. Volto depois:
Primeiro âncora da TV Brasil, o jornalista Luiz Lobo, 42, afirma que o Palácio do Planalto interfere no jornalismo praticado pela TV pública federal, lançada pelo governo Lula, em dezembro, com a promessa de que não seria uma emissora chapa-branca. “Existe, sim, interferência do Planalto lá dentro. Há um cuidado que vai além do jornalístico”, afirma.
Lobo foi demitido na última sexta-feira, segundo ele, por ter resistido às interferências. Afirma que o Planalto controla o conteúdo das reportagens por meio da jornalista Jaqueline Paiva, mulher do também jornalista Nelson Breve, assessor de imprensa da Presidência da República. Lobo era também editor-chefe do “Repórter Brasil”, primeiro e único, até agora, programa da TV Brasil. Jaqueline ocupa o cargo de coordenadora de telejornais.
Lobo diz que a “pressão” aumentou nas últimas duas semanas, quando a crise dos cartões corporativos atingiu a ministra Dilma Rousseff, com o vazamento de um dossiê, elaborado pela Casa Civil, de gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de sua mulher, Ruth Cardoso.
“Não podíamos falar em dossiê, mas em “levantamento sobre uso dos cartões”. Depois, a orientação era falar “suposto dossiê’”, relata Lobo.
“Todo texto sobre Planalto, Presidência, política e economia tem que passar por ela [Jaqueline Paiva]. É ela quem edita, faz as cabeças [a introdução das reportagens de televisão, lida pelo apresentador]. Existe um poder dentro daquela redação. Eu era editor-chefe, mas perdi autonomia até para fazer a escalada [as manchetes de um telejornal]. A Jaqueline muda os textos dos repórteres freqüentemente. Há muita insatisfação entre os jornalistas”, afirma.
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Comento
Já trabalhei com Nelson Breve. Fui seu chefe num jornal burguês lá se vão muitos anos, 15 talvez. Hoje ele é chefe de todos nós. Saúdo a ascensão política do companheiro. Mas, sendo como relata o jornalista demitido, dizer o quê? Que coisa feia, hein, colega!? Breve já era de esquerda, claro. Tínhamos uma conversa amigável. Eu era redator-chefe e, com certeza absoluta, jamais apliquei qualquer critério ideológico para filtrar o que quer que fosse. Estava bem apurado? Saía. Ponto final. Só não permitia proselitismo partidário, como alguns tentavam fazer. Não, não me lembro de Breve ter recorrido a tal expediente. Ele já era mais, como direi?, preparado do que os petistas rombudos.

O que mais me fascina no petismo é precisamente isto: Franklin tem um auxiliar direto? Tem. É Nelson Breve. E Breve, por sua vez, tem uma mulher, que vem a ser uma das chefonas da TV Pública, criada por Franklin Martins. Está tudo entendido? Fosse lá uma estrovenga qualquer do petismo, vá lá. Mas é uma TV Pública feita com o seu dinheiro, leitor, com o meu. A conta já está em R$ 500 milhões por ano. Vai custar mais.

É por isso que não dou bola — e, pra ser franco, repugna-me um pouco — a essa conversa de gente muito séria e douta que ajuda a criar essas porcarias. Não há como um troço desses ser virtuoso. Serve ao aparelhamento do partido e do governo. E isso não depende de boas intenções. Alguém tinha alguma dúvida de que seria assim?

E sabem o que é o pior de tudo? Ninguém assiste à tal TV Pública. Tenta-se manipular o noticiário para dar traço no Ibope? Daqui a pouco, esse negócio é só mais um desses elefantes brancos, com milhares de empregados que jamais poderão ser demitidos. Logo, seus atuais dirigentes se aboletam numa associação qualquer de funcionários da própria TV Pública e viram diretores de sindicato. E estarão com a vida ganha para sempre.

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