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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

Governo Federal agora atua para ter uma segurança “padrão Fifa”. Mas só na Copa!

Leiam o que informa Natuza Nery, na Folha. Volto em seguida. Com receio de que greves na área de segurança criem problemas internos durante a Copa e arranhem a imagem do Brasil no exterior, o governo decidiu atacar os movimentos com ações na Justiça Federal e medidas que atingem o bolso dos grevistas. São duas as […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 03h47 - Publicado em 25 Maio 2014, 06h49

Leiam o que informa Natuza Nery, na Folha. Volto em seguida.
Com receio de que greves na área de segurança criem problemas internos durante a Copa e arranhem a imagem do Brasil no exterior, o governo decidiu atacar os movimentos com ações na Justiça Federal e medidas que atingem o bolso dos grevistas. São duas as principais frentes que serão adotadas na Copa: o governo vai entrar com ações judiciais contra as paralisações, medida que hoje cabe aos Estados, e quer cobrar de líderes de greve que arquem com os custos de eventual emprego da Força Nacional para garantir a ordem pública. Recentemente, uma onda de greves de policiais militares afetou Estados como a Bahia e Pernambuco, e a violência explodiu no período com cenas de saques e depredações. Há indicativos de que novas paralisações de policiais militares, civis e até da Polícia Federal ocorram no período da Copa.
(…)
À Folha o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, revelou o conjunto de medidas contra greves dessas categorias durante o Mundial. “Quem é responsável pela segurança, policial militar ou policial civil, não pode fazer greve, é ilegal.” A União decidiu que irá intervir e não vai deixar só com os municípios e Estados a competência para acionar a Justiça em caso de ameaça de paralisação. “Podemos entrar como assistente do município ou do Estado. Mas, no caso de segurança –e os eventos recentes mostraram isso–, a União adquire legitimidade para tomar iniciativa de buscar coibir práticas ilegais, seja com a Força Nacional, seja por meio da Justiça, proibindo e impedindo a greve. Isso é uma novidade”, disse Adams.
(…)

Comento
Penso o que penso, não é?, e não vou mudar mesmo quando, episodicamente, acabo concordando com uma decisão do governo. Sou contra greve de servidores. E tanto mais quando se trata da área de segurança. É evidente que existem outras formas de protesto.

A única coisa que lamento, no caso, é que o governo federal não se organize para  oferecer uma segurança “Padrão Fifa” o ano inteiro, não é? Chega a ser um pouco acintosa essa preocupação específica com a Copa do Mundo quando o país vive um apagão na área há muitos anos.

E quando não houver mais disputa, presidente Dilma? Tudo volta ao normal — ou melhor, ao anormal?

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