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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

EXCLUSIVO NA VEJA ONLINE — CHÁVEZ TENTOU PROMOVER UM GOLPE MILITAR NO PARAGUAI. DADOS OS EVENTOS DE HOJE, CONTOU COM O APOIO DE DILMA! É O FIM DA PICADA!!!

Atenção! Ao suspender o Paraguai do Mercosul e promover o ingresso da Venezuela, os presidentes José Mujica (Uruguai), Dilma Rousseff (Brasil) e Cristina Kirchner (Argentina) estão endossando o estímulo a um golpe militar promovido por um país estrangeiro. Como? É isto mesmo: a repórter Carolina Freitas, da VEJA Online, informa que Nicolas Maduro, diplomata venezuelano, […]

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 31 jul 2020, 08h29 - Publicado em 29 jun 2012, 22h17

Atenção! Ao suspender o Paraguai do Mercosul e promover o ingresso da Venezuela, os presidentes José Mujica (Uruguai), Dilma Rousseff (Brasil) e Cristina Kirchner (Argentina) estão endossando o estímulo a um golpe militar promovido por um país estrangeiro. Como? É isto mesmo: a repórter Carolina Freitas, da VEJA Online, informa que Nicolas Maduro, diplomata venezuelano, se reuniu secretamente com a cúpula militar paraguaia, incitando-a a não aceitar a eventual deposição de Fernando Lugo pelo Congresso. Como esta se deu segundo o que prevê a Constituição, Chávez estava tentando armar um golpe militar no Paraguai. Eis aí: estamos sob a égide do imperialismo bolivariano!

Leiam a reportagem:

A ministra da Defesa do Paraguai, María Liz García, confirmou em entrevista à imprensa de seu país um rumor que vinha tomando corpo nos últimos dias em Assunção: o diplomata venezuelano Nícolas Maduro reuniu-se com a cúpula das Forças Armadas paraguaias no mesmo dia em que o Congresso votava o impeachment de Fernando Lugo. O chanceler tinha um pedido para fazer aos comandantes: que os militares reagissem caso Lugo fosse de fato deposto.

As tentativas de intervenção dos presidentes de países vizinhos vêm causando indignação — embora os discursos se mantenham diplomáticos — entre as autoridades paraguaias desde que Federico Franco assumiu o poder na semana passada.  A ousadia dos encrenqueiros latino-americanos, no entanto, chegou a seu ápice nesta sexta-feira, quando veio à tona uma tentativa de golpe militar no Paraguai comandada por ninguém menos que o chanceler da Venezuela – país de Hugo Chávez.

O principal alvo de críticas entre os paraguaios vinha sendo Christina Kirchner por sua atitude de rejeição radical ao novo governo. Até a confirmação da ação do chanceler venezuelano junto ao Exército paraguaio, o imperialista bolivariano Hugo Chávez não se encontrava no centro das preocupações das autoridades paraguaias, que punham suas declarações igualmente inflamadas na conta de sua notória fanfarronice.

A frase de um influente empresário paraguaio durante encontro com o chanceler do Paraguai, José Félix Estigarribia, na quinta-feira resume o sentimento vigente até ontem: “Andam por aí falando da nossa democracia quando têm sua própria democracia cheia de problemas.” As declarações da ministra da Defesa exacerbam esse quadro.

Alto comando — O pedido do chanceler foi feito durante uma reunião na tarde da quinta-feira da semana passada, mesmo dia em que o Congresso aprovou o impeachment de Lugo. De acordo com o jornal Última Hora, o embaixador do Equador, Julio Prado, e Miguel Rojas, secretário privado de Lugo, participaram do encontro, no Palácio de López, sede do governo do Paraguai.

O encontro foi convocado pelo chefe do gabinete militar da Presidência, Ángel Vallovera. María Liz assegurou que o conteúdo da conversa não chegou aos quartéis. Em entrevista a uma rádio local, a ministra informou que os comandantes das Forças Militares se negaram a cumprir o pedido do chanceler da Venezuela . “Não houve qualquer tipo de sublevação. Asseguro que os chefes militares decidiram respeitar a Constituição”, afirmou María Liz.

O presidente do Paraguai, Federico Franco, rechaçou a atitude da Venezuela, a que classificou como uma “intromissão clara nos assuntos internos” do país. “Vamos tomar medidas institucionais.” Franco afirmou que agirá de forma enérgica contra os militares que tentarem agir contra a lei. “Vamos terminar com a manipulação política das Forças Armadas”, afirmou o presidente. “Somos um país livre.”

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