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Reinaldo Azevedo Por Blog Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura

“Emissário” de ex-governador do Rio Sérgio Cabral é citado em delações

Um nome se repete em depoimentos e documentos da PF: Carlos Emanuel Miranda, citado como o emissário encarregado de recolher o dinheiro ilícito destinado a Cabral

Por Reinaldo Azevedo Atualizado em 30 jul 2020, 22h25 - Publicado em 27 jun 2016, 07h52

Por Marco Antonio Martins, na Folha:
Delações de executivos ligados à construtora Andrade Gutierrez e investigações da Polícia Federal junto à empreiteira Camargo Corrêa apontam o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) como beneficiário de propina em contratos públicos. Um outro nome se repete em depoimentos e documentos da PF: Carlos Emanuel Miranda, 48, citado como o emissário encarregado de recolher o dinheiro ilícito destinado a Cabral.

Miranda foi o intermediário, segundo os relatos, no recebimento de propina da Andrade Gutierrez nas obras da reforma do Maracanã para a Copa de 2014, do Arco Metropolitano e do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio).

Cabral nega com veemência todas as acusações. A Folha não localizou Miranda. Ele é casado com uma prima do ex-governador. Delatores o classificam como homem de confiança de Cabral. Miranda foi sócio de Maurício, irmão de Cabral, na LRG Consultoria e Participações Ltda, em 1999, e também fundou com o ex-governador a SCF Comunicações em 2003.

A primeira aparição de Miranda no radar da Polícia Federal data de 2008. Na época, Sérgio Cabral estava no segundo ano de governo.
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Nas delações da Lava Jato feitas por Clóvis Primo e Rogério de Sá, da Andrade Gutierrez, o nome de Miranda foi citado em pagamentos de propina relacionados a obras da usina nuclear de Angra 3. Em 2010 e 2011, o ex-governador ainda teria recebido da construtora pagamentos mensais de R$ 300 mil referentes às obras do Comperj, do Arco Metropolitano e do conjunto de favelas de Manguinhos, no Rio. E, mais uma vez, Miranda era o responsável por transitar com a mesada paga pela construtora.

Na quarta (22), a Folha revelou que executivos da Odebrecht pretendem contar que Cabral recebeu propina na reforma do Maracanã. A PF investiga se Miranda também teve participação também nessas operações.
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