Ele, o Apedeuta, tenta impor uma reforma política desastrosa. Voto distrital neles!
Agora é pra valer. Lula assumiu a liderança da proposta de reforma política do PT. O deputado Henrique Fontana (PT-RS), relator na Comissão Especial da Câmara, é só uma espécie de laranja de Apedeuta. O texto proposto por Fontana, no qual o PT aceita mexer (um pouquinho), é uma soma de horrores. O partido sempre […]
Agora é pra valer. Lula assumiu a liderança da proposta de reforma política do PT. O deputado Henrique Fontana (PT-RS), relator na Comissão Especial da Câmara, é só uma espécie de laranja de Apedeuta.
O texto proposto por Fontana, no qual o PT aceita mexer (um pouquinho), é uma soma de horrores. O partido sempre se disse defensor do financiamento público de campanha, por exemplo — a que eu me oponho, é bom deixar claro. Pois bem: o que fez o deputado petista? Propôs o sistema misto. O financiamento privado, como é hoje, continuaria, mas a ele se somaria o público. Ou por outra: eles querem enfiar ainda mais a mão no nosso bolso. Ora, a desculpa, fajuta, para instituir o financiamento público não era coibir o caixa dois? Como justificá-lo, então, se o texto mantém as doações privadas? Quem disse que o PT precisa ser coerente ou se preocupar com os motivos?
Nesse capítulo, a impostura vai longe. O PT quer arrancar, sim, mais dinheiro dos cofres públicos, mas não quer distribuí-lo igualmente, não. O dinheiro iria para um fundo partidário, não para os candidatos. Cada legenda receberia um tanto a depender de sua bancada na Câmara. Acertou quem intuiu que isso beneficiaria o próprio PT. Se notarem, é um sistema que, então, tende a eternizar as diferenças que há hoje, estabelecidas antes da eventual mudança.
Lula acha que a composição de metade da Câmara com voto em lista, conforme está na proposta de Fontana, não emplaca. Sei. Ocorre que o texto prevê duas formas de votação — uma jabuticaba chamada “voto proporcional misto”: num partido e num candidato, e as legendas podem ser distintas… Hoje, o eleitor já não entende por que candidatos muito votados não são eleitos e por que os sem-votos acabam na Câmara. O zé-dirceuzismo-apedeutismo teve uma idéia luminosa: por que não tornar isso tudo ainda mais complicado?
A reforma do PT, defendida por Lula, extrema o que já é ruim no sistema eleitoral brasileiro. A mudança decente, ética e decorosa tem de, necessariamente, aproximar eleitores e eleitos. Só se vai atingir esse objetivo com o voto distrital. Estude o tema; avalie a proposta. Aqui e no canto superior direito do blog, há um link para a página Eu Voto Distrital. Conheça as vantagens desse sistema.
O objetivo é chegar a 100 mil assinaturas — já somam 68.739. Os zé-dirceuzismo-apedeutismo já mobilizou seus bate-paus na Internet e na academia de segunda linha para atacar a proposta. São os “pensadores” de sempre, “livres como um táxi” (acho que a expressão é de Millôr Fernandes). Eles sabem que, com o voto distrital, quem passa a ser o “chefe” efetivo do parlamentar é o eleitorado de uma determinada região, não mais o lobista, a categoria, a organização corporativa ou o financiador de campanha.







